Desvios posturais e relação com hábitos posturais nas atividades de vida diárias em universitários
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INTRODUÇÃO: Pelo princípio da individualidade biológica cada ser é único, portanto, cada pessoa tem uma postura própria, mas que pode sofrer adaptações e alterações por diversos fatores, tanto intrínsecos (os genéticos), e principalmente extrínsecos, tais como: personalidade, vícios posturais, fraqueza muscular, ergonomia. OBJETIVO: verifcar possíveis associações entre os desvios posturais e os hábitos posturais em atividades de vida diária em universitários. MÉTODOS: O estudo foi composto de 100 acadêmicos do curso de Educação Física da URCA, de ambos os sexos, com idade entre 16 e 50 anos e teve como critérios de inclusão estarem matriculados no curso; não realizar nenhum tipo de tratamento fisioterapêutico. E excluídos aqueles que apresentassem doenças genéticas ou congênitas do sistema musculoesquelético. A coleta de dados constou de: questionário sobre hábitos posturais, avaliação postural via fotogrametria, impressão plantar. Regressões logísticas multinomiais foram utilizadas para estimar a probabilidade de cada uma das classes dos desvios posturais ser afetada pelos hábitos posturais. O método step wise foi utilizado. O Critério de Informação de Akaike (AIC) e o Critério de Informação Bayesiano (BIC) foram empregados para auxiliar na verificação do ajuste do modelo (comparação de modelos aninhados ou não) (MAROCO, 2014). O nível de significância adotado foi de a < 0.05. RESULTADOS: Os indivíduos apresentaram idade 20,94±3,61 anos, sendo a lateralidade predominante de destros com 88% da amostra e 12% de canhotos. A regressão multinomial mostrou uma probabilidade significativa da postura do ombro ser afetada pelo lado preferido de carregar o material escolar (G²(12) = 22.62, p = 0.031). Indivíduos que tem preferência por carregar o material pelo lado direito comparativamente àqueles que carregam pela frente tem 6.6 mais chances de terem uma elevação de ombro para o lado esquerdo relativamente aqueles que tem ombro normal (beta= 1.88, odds ratio = 6.6 95%IC 1.5;7.7 p<0.010). regressão multinomial não mostrou probabilidade significativa de cada classe de condição avaliada do joelho (normal, flexos ou recurvatos) ser afetada pela maneira de sentar na sala de aula (G²(6) = 9.233, p = 0.161), observa-se uma tendência de a maioria dos participantes (80.6%) que sentam com as pernas dobradas embaixo da cadeira mostrarem ter os joelhos recurvatos. as regressões multinomiais não mostraram uma probabilidade dos desvios na coluna serem afetados significativamente pelas variáveis investigadas (G² (15) = 19.041 p = 0.212, AIC = 109.2, BIC = 155.5 do modelo final; AIC = 98.3, BIC = 105.9 do modelo nulo). CONCLUSÃO: foram encontrados desvios posturais na maioria da amostra e além de hábitos posturais pontuados como incorretos, sugerindo assim, a associação dos hábitos com as alterações posturais.
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