Estudo randomizado da avaliação bioquímica da aplicação do pré-condicionamento remoto isquêmico em pacientes com câncer de mama no tratamento quimioterápico contendo antracilios
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Introdução: O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de neoplasia no mundo. No Brasil, aproximadamente 75 mil casos novos são esperados entre 2015 e 2016. Os agentes mais ativos para o tratamento de câncer de mama são as antraciclinas, mas a utilidade clínica do uso destas drogas é limitada por uma toxicidade cardíaca cumulativa dose-dependente, que resulta em insuficiência cardíaca congestiva dentre outros fatores limitantes. Há um interesse crescente na identificação de pacientes oncológicas que estão em risco de desenvolver alterações cardíacas antes do aparecimento dos sintomas. Marcadores sorológicos e novas técnicas de imagem cardíaca tem como objetivo avaliar os pacientes na análise pré-clínica para cardiotoxicidade e a troponina I representa um marcador vastamente utilizado para a avaliação de síndromes coronarianas agudas. Com todas as tentativas de minimizar os problemas de cardiotoxicidade pós quimioterapia, o pré-condicionamento isquêmico remoto (PCIR) vem sendo considerado como um potente mecanismo endógeno capaz de inibir a resposta inflamatória; assim, este procedimento pode servir de profilaxia para a prevenção da cardiotoxicidade oncológia induzida pelos antracíclicos. Objetivo: Avaliação da proteção miocárdica utilizando o pré-condicionamento isquêmico, em pacientes com câncer de mama tratados com quimioterapia com antracíclicos (Doxorrubicina). Avaliação da função cardíaca por intermédio de ecocardiograma e ainda marcadores bioquímicos cardíacos antes e depois da quimioterapia e validar o uso de pré-condicionamento no momento da quimioterapia. Resultados: o ecocardiograma demonstrou uma variação na massa ventricular que pode ser agravar durante o tratamento quimioterápico. Porém, verificamos que essa variação não aconteceu após 6 meses nos pacientes que fizeram o PCRI. A avaliação se segue nos parâmetros da troponina I e T que se manteve presente nos pacientes sem PCRI em relação ao PCRI, em ambos os casos podemos dizer que houve uma melhora clinicamente significante para aqueles que fizeram o procedimento. Conclusão: O PCRI é uma forma não invasiva de baixo custo que, confere proteção cardíaca para pacientes submetidos a quimioterapia com antracíclicos e, pode servir como apoio ao tratamento oncológico.
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