Aprendizagem motora por meio de tarefa virtual não imersiva em pessoas com distrofia muscular de cinturas

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Distrofia muscular de cinturas (DMC) são doenças neuromusculares e genéticas que progridem com fraqueza e alterações dos músculos proximais, levando a perda de funcionalidade. Ambientes de realidade virtual são sugeridos como uma alternativa eficaz para realização de atividades de vida diária. No entanto, não há evidências na literatura sobre o uso da realidade virtual nessa população. O objetivo é avaliar o desempenho motor por meio de um protocolo de aprendizagem motora em uma tarefa de timing coincidente. Foram selecionados e incluídos no estudo, 10 participantes com DMC e 10 indivíduos com desenvolvimento típico para realizar uma tarefa de realidade virtual não imersiva, dividida em três fases: aquisição (20 tentativas), retenção (5 tentativas) e transferência (5 tentativas, com aumento de velocidade). Observa-se que a acurácia do movimento melhorou do início para o final da aquisição (p= 0,01); no entanto, existe uma diferença marginal entre os grupos no bloco A1 (p= 0,089). Em relação à variabilidade dos toques, observada pelo erro variável, ambos os grupos melhoraram o desempenho em todas as fases. Mesmo com desempenho inferior ao do grupo controle no início da prática, os indivíduos com DMC mostraram o potencial de otimizar a função motora durante a prática de uma atividade de realidade virtual não imersiva e foram capazes de igualar seu desempenho com o grupo controle após algumas tentativas

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