Atividade anticoagulante das folhas secas de Myrcia Guarujana sobral, Magenta & Caliari

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Contexto: A formação do coágulo sanguíneo ocorre pelas vias intrínseca e extrínseca da cascata de coagulação, quando se aumenta o risco de formação de coágulos podendo ocorrer hipoxia tecidual, e quando não tratado de forma correta pode levar a sérios problemas, principalmente de ordem cardiovascular. Existe grande variedade de medicamentos para doenças cardiovasculares, mas há também limitações para o uso destes, implicando na necessidade da busca de novos compostos que tenham ação anticoagulante e/ou antiagregante plaquetária. Desta forma podemos dar ênfase nas substâncias de origem vegetal. A espécie Myrcia guarujana Sobral, Magenta & Caliari foi identificada recentemente, e possui grande quantidade de compostos fenólicos e flavonoides em sua composição. Estes possuem capacidade inibitória de coagulação sanguínea, antiagregante plaquetário e antitrombótica. Métodos: Realizou-se a extração de compostos fenólicos e flavonoides das folhas secas de Myrcia guarujana Sobral, Magenta & Caliari através do método de maceração, e após a extração do solvente e purificação dos extratos, foi então realizada a análise de hemograma, coagulograma e esfregaço sanguíneo. A obtenção dos extratos foi feita com base na Farmacopeia Brasileira 6ª edição (ANVISA, 2019). Para a leitura dos extratos e compreender a quantidade de fenóis e flavonoides presentes no extrato, as amostras foram preparadas com 30?L do extrato mole, 2mL da solução de carbonato de sódio a 4%, 2,5 mL da solução de Folin-Ciocalteau a 10%, num balão volumétrico 50mL com água, a análise foi padronizada com leitura após 30 minutos, em ausência de luz, num comprimento de onda de 760nm, para fenóis e 50mL do extrato mole, 2mL da solução de cloreto de alumínio 5% em balão volumétrico 10mL, sendo o volume completado com álcool absoluto, a análise foi padronizada com leitura em 15 minutos, num comprimento de onda de 415nm, para flavonoides. Resultados: A maioria dos extratos foram capazes de inibir a coagulação, bem como suas frações, porém nas maiores concentrações aplicadas. O sangue que recebeu o tratamento 1 se mostrou mais eficaz, uma vez que conseguiu impedir o processo de coagulação e não causar dismorfismos relevantes nas células sangíneas. Conclusão: A espécie em estudo apresentou importante influência no processo de coagulação sanguínea, o que sugere a Myrcia guarujana Sobral, Magenta & Caliari ter potencial como possível anticoagulante.

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