Variabilidade da frequência cardíaca em pessoas com deficiência visual

Data

Nível Educacional

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Tipo

Resumo

Descrição

Introdução: pessoas com deficiência visual são aquelas com perda de visão, de forma a causar impacto nas atividades de vida diárias. A partir de informações provenientes de sensores periféricos do organismo, que enviam sinais ao sistema nervoso central, e consequente integração a diferentes áreas encefálicas, o Sistema Nervoso Autônomo será incumbido de promover ajustes automáticos em órgãos efetores, como por exemplo, no coração. Esse sistema proporciona ao indivíduo uma adaptação dinâmica, momento a momento, de acordo com as mudanças no ambiente corporal interno e externo. Sendo a cegueira uma condição adversa, esperava-se que estivesse associada a alterações na atividade autonômica sistêmica, como na variabilidade da frequência cardíaca. Objetivo: analisar o estresse por cegueira monitorando a variabilidade da frequência cardíaca em sujeitos com deficiência visual crônica e, também em sujeitos normais submetidos de forma aguda à baixa visão. Método: utilizou-se ensaio clínico, experimental e randomizado. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação médica oftalmológica, juntamente com a monitorização da frequência cardíaca e da pressão arterial sistólica, diastólica e média. Os voluntários eram moradores da cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre, onde foi realizada a coleta de dados nos anos 2018 e 2019. Um grupo de pacientes cegos (N = 24) e outro com visão normal (N = 32) foram submetidos à análise da variabilidade da frequência cardíaca durante os períodos de repouso, intervenção e recuperação. A intervenção consistiu em manipulação de objetos, deambulação na clínica e atividades cognitivas realizadas com jogos pedagógicos, mantendo os olhos vendados. Resultados: não foi observada diferença nos índices no domínio do tempo e da frequência, e nos índices geométricos comparando cegos e normais submetidos à baixa visão aguda durante o repouso e recuperação. No entanto, durante a intervenção, RMSSD, pNN50 e SD1 mostraram uma diminuição menor em cegos do que em sujeitos com visão normal. Conclusão: os achados deste estudo sugerem que pacientes cegos apresentam variabilidade da frequência cardíaca semelhante em repouso ou mediante possíveis desafios estressantes em comparação com indivíduos com visão normal submetidos à baixa visão agudamente, o que indica ausência de diferença no risco cardiovascular entre os grupos. Além disso, pacientes cegos apresentam menor redução da modulação parassimpática do coração durante possíveis desafios estressantes do que indivíduos com visão normal submetidos à baixa visão, o que é provavelmente uma adaptação fisiológica importante para o funcionamento adequado do sistema cardiovascular na cegueira.

Citação

DOI

Coleções

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil