Viabilidade de prematuros nascidos no Brasil no período de 2012-2019

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Introdução: A prematuridade é considerada a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, principalmente no período neonatal, sendo considerado um problema de saúde pública. Em 2014, a taxa global de prematuridade apresentou 10,6 por 100 nascidos vivos, sendo a Ásia responsável por 52,9% desses nascimentos. Em países desenvolvidos como o Japão e Estados Unidos os estudos já avaliam a viabilidade de RNs com 22-24 semanas. Objetivo: Avaliar a viabilidade de recém-nascidos prematuros nascidos no Brasil no período de 2012 - 2019. Método: Trata-se de um estudo Observacional, ecológico, de base populacional. A amostra de pacientes foi composta por todos os RNs com 22 a 31 semanas de idade gestacional, registrados no SINASC no período de 2012 a 2019. Para avaliação da viabilidade foi utilizado a associação com a base do SIM no período de 2012 a 2019. Foi realizado o método de Linkage para associação entre fatores de mortalidade e de pré-natal e assistência ao parto. Resultados e Discussão: Encontrou-se uma viabilidade de 26 semanas de IG no país, o que se mostra acima do encontrado em países desenvolvidos, como por exemplo o Japão, que apresenta viabilidade de 22 semanas de gestação. Entre as regiões do país foi possível avaliar uma variação no limiar de viabilidade, sendo na região Norte de 25 semanas (53,1%), nas regiões Sudeste e Nordeste de 26 semanas (51,7% e 51%, respectivamente) e nas regiões Sul e Centro Oeste de 27 semanas (64% e 58,4%, respectivamente). Conclusão: Esse é o primeiro estudo que avalia a viabilidade de recém-nascidos prematuros severos e extremos no Brasil, sendo encontrada uma viabilidade de 26 semanas. Isso mostra que nosso país ainda tem muito o que investir nos cuidados do binômio mãe-bebê. Sempre com aconselhamento adequado durante o pré-natal dos pais, para que seja tomada uma decisão conjunta sobre se esses recém-nascidos devem ser reanimados ou receber cuidados paliativos.

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