Metodização do tratamento com toxina botulínica para o terço superior e médio da face em mulheres: experiência de sete anos e descrição de técnica

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A aplicação de toxina botulínica do tipo A (BTX-A) é o procedimento estético mais realizado no mundo. A busca dos pacientes e médicos por resultados naturais, sem congelamento da expressão facial, atualmente é baseada na experiência pessoal dos profissionais que realizam o tratamento. A falta de padronização para os locais de aplicação, o total de pontos e de unidades, resulta em uma variação grande de possibilidades de tratamento e dificuldade de comparação de resultados. O objetivo do estudo é descrever os procedimentos e técnicas de aplicação da toxina botulínica na face, em mulheres, através da avaliação retrospectiva documental de todos os prontuários da clínica privada do autor principal. A BTX-A utilizada foi o Botox® (Allergan Corp., Irvine, CA, EUA). Foram encontradas 156 aplicações de toxina botulínica no terço superior e médio da face, de março de 2010 à agosto de 2017. A média de idade das pacientes foi de 45,11 anos. Foi encontrada uma média de 32,43 unidades de toxina botulínica por paciente. As aplicações na região frontal variaram entre 11 e 26 unidades (média de 14,10 unidades e desvio padrão de 3,44) e entre 11 e 16 pontos. O total de aplicações com arquivo fotográfico completo (antes e depois procedimento) foi de 46. Todas apresentaram diminuição do índice de classificação das rítides estáticas após o tratamento da região frontal. As aplicações na região glabelar variaram entre 3 e 12 unidades (média de 6,02 unidades e desvio padrão de 1,65) e, em todos os casos, com três pontos. As aplicações na região do dorso nasal variaram entre zero e 16 unidades (média de 5,55 unidades e desvio padrão de 2,03) e, em todos os casos optou-se pela utilização de três pontos. As aplicações na região peri-orbital variaram entre duas e 16 unidades (média de 6 unidades e desvio padrão de 2,61) e entre dois e 10 pontos (média de 4,70 e desvio padrão de 1,24). Os dados para avaliação de complicações foram encontrados em 155 aplicações. Em apenas 6,45% dessas, foram descritas assimetrias após a aplicação, prontamente corrigidas no retorno. Em 7,09% das aplicações as pacientes referiram a ocorrência de equimose, com resolução espontânea entre 3-5 dias. Nenhuma paciente referiu cefaléia, nem apresentou ptose palpebral ou outra queixa após o procedimento. A reaplicação foi necessária em 20,51% dos tratamentos, com média de 1 U por aplicação e desvio padrão = 0,4 U. O tempo médio entre as aplicações, na mesma paciente, na casuística apresentada foi de 8,73 meses. O fato de apresentar baixo índice de complicações e riscos mínimos, com resultados previsíveis, parece corroborar com a possibilidade de metodização do procedimento. A descrição detalhada e metodização do tratamento com BTX-A poderia resultar em uma experiência segura e eficaz, com baixos índices de complicação e menores custos quando comparado à literatura para tratamento de cada uma das regiões descritas.

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