Comportamento da modulação autonômica cardíaca em pacientes idosos hipertensos e idosos saudáveis

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Introdução: A população idosa aumenta expressivamente a cada dia. O envelhecimento provoca perdas biológicas progressivas e o maior desafio do mundo neste século é cuidar da população de idosos com grande prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Indicadores de saúde alertam que cerca de dois terços dos idosos têm HAS e que a prevalência da condição foi substancialmente subestimada. Já existem estudos sobre o sistema nervoso autônomo na população idosa, contudo, estes trabalhos estudam pacientes normotensos e há poucas pesquisas em pacientes hipertensos. Objetivo: Comparar a modulação autonômica cardíaca entre idosos saudáveis e idosos hipertensos. Método: A amostra total era de 80 idosos com idade entre 60 a 80 anos. Foram coletados dados antropométricos, a análise da VFC e o questionário IPAQ. Para análise de dados da modulação cardíaca no domínio do tempo foram utilizados (pNN50, SDNN e RMSSD) e domínio da frequência foram utilizados os componentes espectrais de baixa frequência LF e alta frequência HF. A análise geométrica foi realizada por meio dos índices RRtri, TINN, SD1, SD2 e relação SD1/SD2. Resultados: No domínio do tempo o índice MeanRR apresentou aumento HAS 832,35±104,46ms vs controle 782,73±112,78ms (p=0,040). Já no SDNN houve queda controle 58,35ms vs HAS 43,15ms (p=0,030). No domínio da frequência o HF diminuiu controle 247,00ms2 vs HAS 157,00ms2 (p=0,002). Nos índices geométricos o TINN e o SD2 no grupo HAS diminuíram em relação ao controle de 203,38±80,26ms para 161,83±53,25ms (p=0,018) e de 71,95ms para 59,40ms (p=0,051). A média da razão SD1/SD2 apresentou aumento entre os grupos Controle e HAS de 0,22±0,10 para 4,09±1,18 e houve diferença estatística (p = 0,001). Conclusão: Idosos hipertensos apresentam diminuição da variabilidade da frequência cardíaca e diminuição da modulação parassimpática quando comparados aos idosos normotensos.

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