Avaliação metabólica e volêmica no maior intervalo interdialítico de pacientes em hemodiálise com e sem função renal residual
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Introdução: Não se sabe ao certo se a função renal residual (FRR) de pacientes dialíticos pode atenuar o impacto metabólico do maior intervalo interdialítico (MII) de 68 horas, no qual ocorre acúmulo de volume, ácidos e eletrólitos. Objetivo: avaliar os níveis séricos de eletrólitos, balanço hídrico e status ácido-básico de pacientes dialíticos com e sem FRR ao longo do MII. Metodologia: tratou-se de estudo unicêntrico, transversal e analítico, que comparou pacientes com e sem FRR, definida como diurese acima de 200 mL em 24 horas. Para tal, os pacientes foram pesados e submetidos à coleta de amostras séricas para análise bioquímica e gasométrica no início e ao final do MII. Resultados: foram avaliados 27 e 24 pacientes com e sem FRR, respectivamente. Pacientes sem FRR apresentaram maior aumento de potássio sérico durante o MII (2,67 x 1,14 mEq/L, p < 0,001) atingindo valores mais elevados ao final do mesmo (6,8 x 5,72 mEq/L, p<0,001); menor valor de pH no início do intervalo (7,40 x 7,43, p=0,018), maior proporção de pacientes com bicarbonato sérico < 18 mEq/L (50 x 14,8 %, p=0,007) e distúrbio ácido-básico misto (70,8 x 42,3%, p=0,042), além de maior ganho de peso interdialítico (14,67 x 8,87 mL/kg/h, p < 0,001) e menor natremia (137 x 139 mEq/L, p=0,02) ao final do intervalo. A calcemia e fosfatemia não foram diferentes entre os grupos. Conclusão: Pacientes com FRR apresentaram melhor controle dos níveis séricos de potássio, sódio, status ácido-básico e da volemia ao longo do MII.
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