Avaliação de parâmetros cistométricos após bloqueio dos receptores de vasopressina em ratas wistar
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O controle central da micção e o armazenamento urinário envolvem mecanismos complexos ainda não totalmente compreendidos. A manutenção do armazenamento e excreção da urina depende de mecanismos reflexos, sendo que o início do reflexo de micção pode ser influenciado pelo Centro de Micção Pontina (PMC). O centro de armazenamento está localizado no Centro Pontino de Armazenamento da Urina (PUSC), que se encontra ventrolateralmente ao PMC. A ativação de neurônios colinérgicos bulbares por meio da injeção de carbacol no 4ºV cerebral promove aumento da pressão intravesical e da concentração plasmática de vasopressina em ratas Wistar. Por outro lado, quando é feito o bloqueio dos receptores V1 de vasopressina (AVP) com o Composto de Manning, o aumento da pressão intravesical induzido pela ativação colinérgica bulbar é abolido, sugerindo que este efeito depende da liberação de vasopressina. Estudos anteriores mostraram que a AVP promove aumento da pressão intravesical de ratas anestesiadas de forma dose-dependente e que todos os subtipos de receptores de vasopressina (V1a, V1b e V2) estão presentes na bexiga urinária demonstrado por expressão gênica por qPCR e expressão proteica utilizando-se o ensaio de Western Blotting. Pacientes com incontinência urinária apresentam prejuízo no controle da bexiga urinária, o que ocasiona perda de urina armazenada na bexiga em diferentes situações. Em vista disso, a incontinência urinária pode ser classificada em diferentes tipos, entre os quais estão: 1- incontinência por estresse (ou esforço), que ocorre quando há aumento da pressão na bexiga durante a tosse, espirro, exercício ou levantamento de peso; 2- incontinência de urgência, que leva a uma perda involuntária de urina, decorrente de desordens neurológicas ou diabetes mellitus; 3- incontinência mista, em que ocorre perda involuntária de urina associada com urgência ou esforço físico. Além disso, pacientes adultos que apresentam enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono), incontinência postural, incontinência contínua, incontinência insensível e incontinência coital são agrupados como sendo parte dos outros tipos de incontinência. A incontinência de urgência pode ser decorrente da síndrome da bexiga hiperativa e os tratamentos farmacológicos atualmente existentes incluem o uso de fármacos antimuscarínicos, agonistas ß3-adrenérgicos e inibidores de fosfodiesterase, todavia, nenhum deles está isento de promover efeitos colaterais. Por outro lado, a incontinência por estresse também pode ocorrer por diminuição da resistência no esfíncter interno da uretra e o tratamento farmacológico existente envolve a utilização de agonistas a e ß- adrenérgicos. Um vez que: 1) pacientes com incontinência urinária apresentam perda de urina involuntariamente, porém, os tratamentos para esse tipo de disfunção urinária causam vários efeitos colaterais, 2) evidências mostram que ativação de receptores de vasopressina aumenta a pressão intravesical enquanto que o bloqueio de receptores de vasopressina dos subtipos V1a e V2 provoca diminuição da pressão intravesical de ratas anestesiadas, 3) não é conhecido se o bloqueio de receptores de vasopressina poderia aumentar o tempo de enchimento urinário e postergar o reflexo de micção, assim o presente estudo teve como objetivo avaliar se o bloqueio dos receptores da vasopressina afetaria o reflexo de micção em ratas anestesiadas.
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