Estilo de vida e nível de atividade física de indivíduos acometidos por Covid-19
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Introdução: A pandemia de Covid-19, causada pelo SARS-CoV-2, evidenciou que o estilo de vida e a atividade física influenciam diretamente os desfechos em saúde, reduzindo complicações e favorecendo a recuperação, sendo fundamentais para a prevenção, reabilitação e formulação de políticas públicas. Objetivo: Analisar o estilo de vida e o nível de atividade física de indivíduos acometidos por COVID-19 no contexto do isolamento social em uma cidade do interior do estado do Ceará. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, de campo, do tipo transversal, com abordagem descritiva e analítica. A população foi composta por infectados pela COVID-19 no município de Várzea Alegre- Ceará. Com base no total da população que testou positivo (4450) esse estudo avaliou uma amostra total de 357 dos infetados. Foram inclusos na pesquisa, indivíduos de ambos os sexos, testados positivo e foram exclusos os sujeitos menores de 18 anos e aqueles que possuíam alguma limitação física ou patologia que já interferisse no estilo de vida antes mesmo do diagnóstico da COVID-19. A variável de desfecho, estilo de vida, foi obtida através do Polígono da Saúde (PS) e o nível de atividade física, através do Questionário Baecke de Atividade Física Habitual (BQHPA). As variáveis associativas foram avaliadas, de acordo com os efeitos no desfecho esperado: Variáveis Socioeconômicas, Variáveis Clínicas, Variáveis Comportamentais. As análises dos dados foram administradas por meio do software JAMOVI na versão 2.3.21.0, através de estatística descritiva e por distribuição de frequência, onde foi utilizado para análise a Média (Tendência central), o desvio padrão (Dispersão). Para verificar a normalidade dos dados foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov. A relação das variáveis socioeconômicas e o estilo de vida foi verificada através do teste Qui-Quadrado de Pearson/exato de Fisher. Ressalta-se que para todas as análises foi adotado nível de significância de 95% (p<0,05). Resultado: Participaram da pesquisa 357 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (210;58,8%), com idade média de 36,9±12,7 anos. Observou-se que a maioria tinha uma boa percepção de saúde (334; 93,6%). A maioria dos indivíduos (262; 73.4 %) apresentou indicadores negativos de estilo de vida, destacando-se o sexo feminino (152;58%). Quanto ao nível de atividade física a maioria dos indivíduos se mostrou insuficientemente ativo (275; 77%), destacando-se o sexo feminino (165;60%). Conclusão: Os resultados indicam que a maioria dos indivíduos exibiu indicadores desfavoráveis em relação ao estilo de vida. No que tange à atividade física, esses indivíduos demonstraram níveis insuficientes. Destacadamente, observou-se uma prevalência significativamente maior de comportamento sedentário no sexo feminino. Esses resultados podem ser adotados como referência para implementação de políticas públicas que possam ampliar a conscientização sobre
hábitos saudáveis e seus benefícios.
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