Avaliação das concentrações de vitaminas D e em idosos acamados em âmbito domiciliar, relacionadas ao nível de demência, estado nutricional e via de administração da dieta
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Objetivo: avaliar as concentrações de vitaminas D e E em idosos acamados e relacioná-las com nível de demência, risco nutricional e via de administração da dieta. Métodos: estudo transversal envolvendo 207 idosos acamados, atendidos no Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) do município de Santo André – SP. Foram avaliados: consumo alimentar das vitaminas D e E, medidas antropométricas como circunferência do braço (CB), dobra cutânea tricipital (DCT), circunferência da panturrilha (CP), risco nutricional por meio da Mini Avaliação Nutricional (MAN) e o nível de demência pelo questionário adaptado Clinical Dementia Rating. Exames laboratoriais: proteína C reativa ultrassensível (PCRus), vitamina E plasmática, 25(OH)D sérico, cálcio sérico, fosfatase alcalina, paratormônio (PTH) e perfil lipídico. Análise estatística: Qui-quadrado, teste T de Student, Mann-Whitney, regressão linear. Resultados: a média de idade dos idosos foi de 81,6±9,2 anos (variação de 60 a 103 anos), desses 58,9% eram anciãos (75-90 anos) e 68,6% eram do sexo feminino. Doenças cardiovasculares e neurológicas responderam por 63% das internações domiciliares. Setenta e dois porcento dos indivíduos apresentavam demência moderada/grave. LDL-c e PCRus elevados foram observados em 54,1% e 21,6% respectivamente. De acordo com a MAN, houve risco de desnutrição em 52,2% e desnutrição em 44,4%. A insuficiência de vitamina E (< 30 umol/L) foi observada em 81,6% dos participantes. O risco de desnutrição (pela MAN) associou-se de forma independente com menores valores da razão vitamina E/TG (ß = -2,81 (IC 95% -4,41 a -0,77); p=0,005) e a alimentação por via oral com maiores valores (ß = 2,61 (IC 95% 0,81 a 17,48); p=0,032). Observou-se, também, a deficiência de vitamina D (<20ng/mL) em 75,2% dos idosos e outros 11,6% encontravam-se com insuficiência (21-29ng/mL) dessa vitamina. Houve correlação inversa e significante entre as concentrações séricas de vitamina D com: PTH (r = - 0,4183, P <0,001) e fosfatase alcalina (r = -0,1879, P = 0,006) e uma correlação positiva com o cálcio sérico (r = 0,1585, P = 0,022). A deficiência de vitamina D associou-se de forma direta e independente com: alimentação por via oral (OR 7,71; IC 95%: 2,91 a 20,40) e com maiores concentrações de fosfatase alcalina (OR 3,50; IC 95% 1,20 a 10,17). Conclusão: a insuficiência de vitamina D e E foi observada em 75,2% e 81,6% dos participantes respectivamente. Os achados enfatizam a importância da avaliação das concentrações de vitamina D e E, em especial naqueles com risco nutricional e acamados, tendo em vista o envolvimento dessas vitaminas em funções essenciais aos idosos.
