Miocardite chagásica aguda pela via oral e por ingestão de açaí na Amazônia ocidental: relato de caso

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INTRODUÇÃO: A Doença de Chagas, endêmica no Brasil e países tropicais possuem duas formas de apresentação clínica: Aguda e Crônica. A evolução para a forma crônica é responsável por complicações no sistema cardiovascular. Atualmente a principal via de transmissão é a oral e se faz necessário desenvolver programas específicos de orientação e conduta em saúde pública a fim de erradicar ou diminuir a incidência. OBJETIVO: Analisar o desenvolvimento da forma aguda da Doença de Chagas por via oral, após síndrome febril por um mês, dentro de um surto microfamiliar, em uma adolescente de 12 anos na região do vale do Juruá, Amazônia Ocidental. Objetivos específicos: Descrever a eficácia do uso de benzonidazol (15mg/kg); Descrever a importância do diagnóstico precoce; Descrever a importância da epidemiologia. MÉTODO: Trata-se de um relato de caso realizado na cidade de Cruzeiro do Sul, Vale do Juruá, Acre, Brasil. Uma adolescente de 12 anos em 2016 que desenvolveu miocardite chagásica em sua forma aguda por ingestão de açaí, pertencente a um surto microfamiliar. Para se elaborar esse relato de caso, principalmente houve o interesse do profissional em diagnosticar precocemente e efetuar o tratamento clássico para a ICC classe IV/estágio D (NYHA), ICFER (ESC), além do tratamento especifico da causa, a fim de diminuir a mortalidade e identificar novos casos dentro dessa população de risco. Em virtude da gravidade do caso foi necessário informar a comunidade médica sobre o surto ocorrendo neste período (janeiro 2016). Foram utilizados os prontuários da paciente com anamnese detalhada à admissão, realização de exame físico, coleta de exames laboratoriais de rotina, microscopia, sorologia para T. cruzi (imunoflorescencia indireta, enzima imuno-ensaio). RX tórax evolutivos, eletrocardiograma seriados e ecodopplercardiograma com fluxo a cores (da admissão, pré e pós tratamento com seguimento longitudinal de 1 ano e 6 meses. RELATO DE CASO: Paciente admitida na emergência da HRJ, com 12 anos em 26 de fevereiro de 2016. Apresentava-se em estado grave (dispneia em repouso, ortopneia, anasarca, edema bilateral periorbital, taquicardia). A mãe relatava que a paciente estava cursando com um quadro de síndrome febril por 1 mês. Alguns membros da família apresentaram quadro semelhante, e estavam assintomáticos. Entretanto seu filho de 17 anos e nora de 18 anos tiveram síndrome febril, apresentaram piora importante com evolução para fortes dores abdominais e foram também admitidos no HRJ com hipotensão severa, dispneia em repouso e evoluíram para óbito em poucas horas sem diagnóstico estabelecido. Para a paciente referida após realização de todos exames e mesmo sem obtenção imediata dos resultados foi optado por iniciar a droga preconizada pela literatura como ideal para tratamento especifico do protozoário Tripanossoma cruzi, a saber Benzonidazol (15mg/kg) em crianças, além do tratamento clássico para insuficiência cardíaca e a paciente apresentou melhora clínica acentuada. CONCLUSÃO: Dessa forma pode-se concluir que o diagnóstico precoce, a observação das características epidemiológicas, o tratamento com Benzonidazol para T. cruzi na fase aguda da doença são essenciais para evolução favorável

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