Epidemiologia dos desfechos e fatores associados à gastrosquise em nascidos vivos, estado de São Paulo 2005 - 2016

dc.audience.educationLevelDoutorado
dc.contributor.advisorRaimundo, Rodrigo Daminello
dc.contributor.advisorSantos, Edigê Felipe de Sousa
dc.contributor.authorCalderon, Maurício Giusti
dc.date.accessioned2026-05-13T17:35:33Z
dc.date.issued2020
dc.descriptionA gastrosquise é uma doença congênita rara e o defeito mais prevalente da parede abdominal anterior. Mundialmente, muitos estudos relatam uma tendência de prevalência crescente de gastrosquise, levando pesquisadores a reverem seus dados locais. Objetivo: Avaliar a epidemiologia dos desfechos e fatores associados à gastrosquise em nascidos vivos no estado de São Paulo, Brasil, no período entre 2005 e 2016. Método: Trata-se de estudo ecológico com delineamento de série temporal para avaliar a tendência da prevalência e os desfechos hospitalares em recém-nascidos vivos com gastrosquise no estado de São Paulo entre 2005 e 2016. Utilizou-se microdados de natureza secundária referentes aos nascimentos e internações hospitalares registrados pelo Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) e pelo Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Utilizou-se o código Q79.3 da CID-10 para identificar os portadores de gastrosquise. Resultados: Durante o período 2005 a 2016 foram registrados 7.317.657 nascidos vivos (NV), sendo que destes, 1576 nasceram com gastrosquise, resultando numa prevalência de 2,15/10.000 NV, 50,6% eram do sexo masculino, 67,4% raça branca, 53,4% pré-termos e 80,9% nascidos de parto cesárea. Neste período de 12 anos, a prevalência média de gastrosquise aumentou significativamente numa taxa de 2,6% ao ano no estado de São Paulo. Sazonalidade foi encontrada entre os anos de 2011 – 2016 para concepções ocorridas no período de inverno (p=0,002). Contabilizaram-se 695 internações hospitalares por gastrosquise pelo SUS, no estado de São Paulo. A maior proporção de internações ocorreu em pacientes do sexo feminino (51,65%), com idade entre 0 a 6 dias (84,89%), de raça branca (43,74%), tempo de internação hospitalar de até 7 dias (33,53%), custo de internação hospitalar entre US$ 1.000 e US$ 5.000 (43,17%), em residentes de fora da capital do estado de São Paulo (64,75%). O fator associado a maior letalidade hospitalar é a idade de 28 dias ou mais (RR = 1,52) no momento da internação. Conclusão: Os resultados demonstram uma tendência de prevalência crescente de gastrosquise no estado de São Paulo entre 2005 - 2016, sendo maior em mães mais velhas e na cidade de São Paulo e ocorre uma variação sazonal significativa, na prevalência da gastrosquise. A idade de 28 dias ou mais no momento da internação é associada a maior letalidade hospitalar. Os fatores relacionados a uma menor letalidade são, o tempo de internação maior que sete dias, custos de internação entre US$1.000 e US$10.000 e ser residente da cidade de São Paulo.
dc.description.courseCiências da Saúdept_BR
dc.identifier.urihttps://dspace.fmabc.br/handle/1/562
dc.language.isopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.accessAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subject.keywordRecém-nascido
dc.subject.keywordGastrosquise
dc.subject.keywordEpidemiologia
dc.subject.keywordParede abdominal
dc.subject.keywordAnormalidades congênitas
dc.titleEpidemiologia dos desfechos e fatores associados à gastrosquise em nascidos vivos, estado de São Paulo 2005 - 2016
dc.typeTese

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