Relações extraconjugais praticadas especialmente por mulheres e por seus parceiros: revisão da literatura com síntese de evidências

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A literatura é escassa no tocante às relações extraconjugais femininas, incluindo os fatores pessoais, familiares e sociais envolvidos nesse processo. No entanto, a falta de estudos nessa área e as estatísticas imprecisas não refletem a realidade, mas são um sinal de desatenção a essa atitude social. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura especializada buscando sintetizar as evidências científicas relacionadas à prática de relações extraconjugais especialmente por mulheres, mas também por seus parceiros. A base de dados escolhida para seleção dos trabalhos foi a PUBMED, utilizando: "extramarital"[title] OR “extra-marital”[title] AND “woman”. A seleção inicial identificou 32 artigos que atenderam à estratégia de busca previamente estabelecida. Após a leitura dos títulos e resumos, foram eliminados 14 trabalhos que não discutiam de forma assertiva o tema central de pesquisa, restando 18 na seleção final. Verificou-se que as relações extraconjugais femininas estão relacionadas à relação positiva da mulher com o sexo (quanto mais positiva a atitude, mais ela continua com o caso extraconjugal), não envolvendo a “masculinidade” do parceiro. O sexo extraconjugal também foi fortemente relacionado ao risco de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS. Por fim, dois dados interessantes se referem ao fato de que mulheres em relações estáveis têm mais risco de contrair HIV do parceiro, e pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) usam menos preservativo nas relações extraconjugais

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