Avaliação Farmacogenética em pacientes com câncer
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Introdução: Farmacogenética é o estudo da influência das modificações genéticas na ação das drogas. Assim, o objetivo desta tese é avaliar a frequência de polimorfismos genéticos em pacientes com câncer. Método: Estudo seccional em Centro de Oncologia de São Paulo. Os relatórios apresentaram a avaliação de polimorfismos de nucleotídeos simples (SNP): saliva - PCR-Multiplex, PCR-RFLP ou sequenciamento capilar – Variantes genotípicas: 1 alelo, 2 alelos e sem alteração alélica. Os polimorfismos foram validados de acordo com o gene localizado e sua relação com drogas utilizando base de conhecimento de Farmacogenômica (PharmGKB), Banco de Dados de Polimorfismo de Nucleotídeo Único NCBI (SNP Database), Base de dados de Genes NCBI (Gene Database) e DrugBank Database. Resultados: A média de idade da amostra foi de 49,92 anos (dp=22,73), com CA de mama (n=26 / %=26,3) em estadiamento IV (n=51 / %=51,6). Entre os componentes platínicos é possível verificar que entre os polimorfismos avaliados, a presença de polimorfismos foi mais frequente. Dentre estes, todos apresentavam maior frequência de polimorfismos em apenas 1 alelo (xpc__rs2228001= 25,4%; ercc1_rs11615=21,2%; xrcc3_rs861539= 22,2%; mthfr_rs1801133= 44,4%. Este, repete-se quando avaliamos os polimorfismos relacionados à Ciclofosfamida, Fluoropirimidinas, Taxanos, Anaztrozol e Epirrubicina. Quando avaliamos os genes relacionados ao Tamoxifeno, a ausência dos polimorfismos foi mais frequente (cyp2d6_rs3892097= 26,3% ; cyp3a4_rs2740574= 61,6%). Entre os que apresentavam polimorfismos, nos avaliados para estas medicações, para todos a maior frequência foi de polimorfismo em apenas 1 alelo. Para a avaliação do medicamento irinotecano, foram avaliados dois polimorfimos. O primeiro apresentava maior frequência de ausência de polimorfismos (ugt1a1_rs8175347 =68,75%) e o segundo de presença de polimorfismo (xrcc3_rs861539 =58%), sendo a maior parte em apenas 1 alelo (44%). Conclusão: Neste trabalho podemos avaliar a variabilidade da frequência dos genótipos nos polimorfimos verificados, mostrando que apesar da grande variabilidade, a maior parte dos indivíduos avaliados apresenta algum tipo de modificação genotípica, sendo a maioria em apenas 1 alelo.
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