Relação molecular/ genética com a esquizofrenia: uma revisão sistemática com metanálise

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Introdução: A esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico grave que possui um fator genético complexo, o qual determina a origem desta doença. No entanto, apesar da enorme quantidade de pesquisas e da tecnologia aprimorada, ainda não se sabe a real importância de seu papel genético nos distúrbios mentais. Objetivo: Realizar uma metanálise com os dados de estudos selecionados em uma revisão sistemática da literatura no identificar marcadores e mutações genéticas relacionados à esquizofrenia Método: Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise de artigos referentes aos marcadores e às mutações genéticas na esquizofrenia, publicados desde 1 de janeiro de 2011 a 7 de setembro de 2015, na base de dados SCOPUS, utilizando os descritores: #1. “genetic markers” (termo no MeSH); #2. “mutation” (termo no MeSH) e #3 “schizophrenia” (termo no MeSH), através do operador booleano AND. As estratégias de busca resultaram em 527 referências. Considerando a triagem (título e resumo) das evidencias, 496 artigos foram excluídos. A Amostra da investigação (N), foi composta de 31 estudos, tomando como parâmetro o princípio da elegibilidade. Resultados: Polimorfismo genético (ANEXINA A5, THBS1, PDLIM 5, HDAC, gene DISC 1, KCNJ3, RGS2, gene MAOA, ANKK1, DRD3, GRIK 1), genes imunoassociados (NKAPL, PGBD1, RELA), associação entre TCF4 e ZNF804A com microRNA, genes da neuregulina (NRG1, ERBB4), cromossomos 13q32 e 11p15.4, genes envolvidos na via glutamatérgica (gene PTPN5, GRIN2B, gene DTNBP1, GRIK 1, GRIK2, GRIA2, FXYD6) e estrutura da esquizofrenia e do cérebro (B3GAT2, ADAMTSL3, gene DTNBP1) parecem estar associados com a origem da esquizofrenia, enquanto os genes (PEA15, ENTPD4, GAS2L1, ZIC2, SLC15A1 e FGF14) não parecem estar associados com a suscetibilidade à esquizofrenia. Conclusão: Alguns estudos mostram genes envolvidos em diversas vias que resultam na patogênese da doença, tais como aqueles relacionados à dopamina, ao sistema imunológico ou aos alelos raros. Observaram-se genes sem envolvimento na etiologia do distúrbio mental. Esses achados mostram que, devido à complexidade genética, os genes têm um efeito geral melhor do que a soma do efeito individual de cada gene.

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