Influência da terapia de suporte renal na recuperação renal do paciente séptico
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Introdução: A lesão renal aguda séptica trata-se de uma diminuição abrupta da filtração glomerular provocada por uma complicação da sepse induzida por uma disfunção orgânica. A mortalidade de indivíduos com essa disfunção encontra-se em torno de 40 a 80%. Não existe um consenso sobre qual o melhor momento para iniciar a hemodiálise, se precoce ou tardio, muito menos sobre a influência deste início no desfecho. Objetivo: Analisar se o início precoce ou tardio da terapia de suporte renal influencia na recuperação renal do paciente séptico. E como objetivos específicos: Descrever o perfil sociodemográfico dos pacientes sépticos em terapia de suporte renal, verificar se o início precoce ou tardio da hemodiálise tem relação à melhora da função renal dos pacientes sépticos. Método: Estudo observacional, analítico, do tipo coorte prospectivo com pacientes diagnosticados com lesão renal aguda séptica que necessitaram de Terapia de suporte renal. Resultados: Foram analisados 40 pacientes, o perfil encontrado foi indivíduos do sexo masculino, com média de 55 anos e tempo de internação hospitalar de 43 dias, sendo que 27 foram em unidade de terapia intensiva. Em mais de 50% o foco da sepse foi de origem pulmonar, a permanência média em ventilação mecânica foi de 23 dias. Quando analisado o perfil demográfico separando-o em dois grupos, não foi observado significância nas características comparativas entre os pacientes submetidos a hemodiálise precoce e tardia, exceto para o tempo de internação hospitalar (p=0,004) e creatinina sérica (p= 0,001). A média de débito urinário foi > 0,5 ml/kg/min e de diurese > 430 ml/24h no grupo precoce, a maioria dos pacientes independente do grupo utilizaram drogas vasoativas, sendo o método de hemodiálise convencional prescrito pelo nefrologista o mais rotineiro, contudo em ambos os grupos houve uma alta incidência de mortalidade. Conclusão: O início precoce ou tardio da TSR na LRA séptica com base nas definições do KDIGO não teve influência na recuperação renal.
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