Mortalidade e hospitalização por doença renal crônica em adultos jovens (20-49 anos) residentes da Região Norte do Brasil
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OBJETIVO: Avaliar a mortalidade e a internação hospitalar por Doença Renal Crônica em adultos jovens, segundo gênero e estados da região Norte do Brasil, entre 1996-2017. MÉTODO: Estudo de séries temporais de base populacional, utilizando dados oficiais de mortalidade e de internação hospitalar por Doença Renal Crônica em indivíduos entre 20 e 49 anos de idade, residentes da região Norte, no período 1996-2017 e 2008-2017, respectivamente. Os dados foram registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. A Doença Renal Crônica foi definida pela Classificação Internacional das Doenças, 10ª revisão (N18). Utilizou-se o modelo de regressão Prais-Winsten e calculou-se o Annual Percent Change. RESULTADOS: A evolução da mortalidade por doença renal crônica em adultos jovem na região norte diminuiu 0,881% ao ano ao longo do período (1996-2017). Nos estados do Acre e do Amapá houve redução de 5,85% e de 5,68% ao ano, respectivamente e, no Tocantins, um aumento de 4,16% ao ano. A incidência de hospitalização não sofreu variação entre 2008 e 2017. No entanto, três estados apresentaram aumento das taxas de hospitalização - Acre (6,08% ao ano), Pará (2,83% ao ano) e Roraima (3,01% ao ano) - e dois estados apresentaram redução: Amazonas (5,09% ao ano) e Tocantins (6,23% ao ano). CONCLUSÃO: Em relação aos óbitos, de 1996-2017 identificou-se maior numero em homens, com uma constância neste período, com maior número de casos em 2016. Na população feminina, números menores de óbitos e diminuição ao decorrer do tempo foram observados. De forma geral, a mortalidade diminuiu, entretanto encontrou-se incremento das taxas de mortalidade por DRC no estado de Tocantins. Durante o período estudado a evolução da hospitalização por DRC em população de adultos jovens se manteve estacionária, sendo o estado do Acre e Pará com aumento nestas taxas e a proporção e a incidência de internações foram similares tanto entre homens quanto para as mulheres.
