O indivíduo idoso e sua vulnerabilidade frente às infecções sexualmente transmissíveis

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A expectativa de vida tem sido ampliada e consequentemente a população mundial está envelhecendo. No Brasil, dados projetivos indicam que no ano de 2050 o grupo etário com mais de 60 anos representará 28,4% de toda a população, e este dado é um importante alerta para o planejamento de políticas públicas focadas nas demandas de saúde da população idosa. A sexualidade está presente em todas as faixas etárias, inclusive na velhice; portanto, é equivocado imaginar que o envelhecimento é indicativo de declínio de atividade sexual. Pesquisas apontam que até mesmo indivíduos octogenários mantêm vida sexual ativa. Neste contexto, é importante salientar que as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem incidir em todas as faixas etárias, inclusive em idosos. De fato, dados do Ministério da Saúde e de pesquisas acadêmicas apontam o crescimento da incidência de ISTs nessa população ao longo dos anos. Assim, o objetivo do presente estudo é identificar os fatores que contribuem para a vulnerabilidade dos idosos frente às ISTs e contribuir para o desenvolvimento de alternativas para a prevenção de ISTs e a melhoria da qualidade da vida sexual desses indivíduos.

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