Alopécia fibrosante frontal: revisão de literatura

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A alopecia fibrosante frontal (AFF) é uma alopecia cicatricial linfocítica primária de padrão clínico característico. Com incidência crescente, atualmente, pouco se sabe sobre a probabilidade de estabilização, fatores que afetam o prognóstico e qual a melhor abordagem de tratamento. O recente aparecimento e a crescente incidência da AFF sugere envolvimento de fatores ambientais na sua etiologia. Pelo acometimento preferencial de mulheres perimenopausa, aventa-se ainda uma participação hormonal. Embora a AFF tenha sido inicialmente descrita exclusivamente em mulheres caucasianas na pós-menopausa, atualmente, têm sido relatados casos em hispânicos, africanos, afro-caribenhos e asiáticos, em mulheres pré-menopausa e até mesmo em homens. A história natural da AFF é variável, embora a progressão lenta com remissão espontânea seja o desfecho mais frequentemente relatado. A dermatoscopia é uma ferramenta muito útil no diagnóstico de AFF. O tratamento muitas vezes é desapontador, embora vários autores tenham relatado melhora ou estabilização da doença com corticosteróides tópicos e intralesionais, antibióticos, hidroxicloroquina, imunomoduladores tópicos e orais, tacrolimus e inibidores da 5-alfa-redutase.

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