Deficiência de ferro em crianças e adolescentes: associação com excesso de peso e inflamação

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Introdução: A obesidade e a deficiência de ferro continuam sendo os principais fatores independentes que contribuem para a carga global de doenças. A associação entre sobrepeso e obesidade e deficiência de ferro é descrita na literatura. Objetivo: Descrever a prevalência de deficiência de ferro em crianças e adolescentes com excesso de peso e verificar associação com inflamação e resistência insulínica. Métodos: Estudo transversal realizado entre junho e dezembro de 2019, com 170 participantes de quatro a 14 anos, de uma instituição do município de Santo André- SP. Foram calculados índice de massa corporal (IMC) e razão cintura-estatura (RCE) e coletados hemograma, ferro, ferritina, saturação de transferrina, proteína C reativa ultrassensível (PCRus), glicemia e insulina. Realizada comparação dos dados entre indivíduos com eutrofia e excesso de peso (teste t-student, Mann-Whitney ou ?2) e regressão logística. Resultados: A prevalência de deficiência de ferro foi de 78,1% no grupo excesso de peso e 18,9% nos eutróficos (p < 0,001), (OR = 5,45; IC 95% 1,97 - 15,03). As concentrações de PCRus foram superiores no grupo excesso de peso (p = 0,003). Houve associação direta entre deficiência de ferro e aumento da PCRus (p = 0,022). Não houve associação entre deficiência de ferro e HOMA-IR. Conclusão: Houve maior prevalência de deficiência de ferro entre crianças e adolescentes com excesso de peso. A análise do perfil do ferro em indivíduos com sobrepeso ou obesidade deve ser realizada em conjunto com uma prova de atividade inflamatória como a PCRus.

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