Terapêutica da doença de Jorge Lobo

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Introdução: A lobomicose, também conhecida como lacaziose, é uma doença fúngica cutânea e subcutânea endêmica que afeta principalmente os habitantes da floresta amazônica no Brasil. Não existe um programa de controle da doença no Brasil, e as falhas na terapia antifúngica são comuns, e inacessível para a maioria dos pacientes. Método: trata se de um ensaio clínico randomizado sem cegamento para testar a taxa de cura, considerada a remissão completa da lesão cutânea e inviabilidade fúngica da lobomicose, através da terapia medicamentosa múltipla (poliquimioterapia única, PQT-U) para hanseníase com excisão cirúrgica, com ou sem itraconazol (antifúngico). A PQT-U consistiu em doses supervisionadas mensais de 600 mg de rifampicina, 300 mg de clofazimina e 100 mg de dapsona, além de doses diárias de 50 mg de clofazimina e 100 mg de dapsona. Um braço consistiu de 54 pacientes que receberam PQTU. Os 26 pacientes no braço de PQT-U + itraconazol também receberam itraconazol 100 mg duas vezes ao dia. Ambos os grupos receberam tratamento medicamentoso por uma média de 4 anos e 9 meses. Um braço do controle, composto por 23 pacientes, não aderiram a nenhum dos regimes terapêuticos, realizaram tratamento irregular por 6 meses em média, mas continuaram a ser acompanhados no serviço. Para análise foi considerado os seguintes desfechos como critérios de avaliação do tratamento: 1) inalterado (sem melhora aparente), 2) melhora parcial (redução no tamanho da lesão e / ou prurido) e 3) cura (remissão completa das lesões, fungos inviáveis e sem recidiva por 2 anos após o final do tratamento medicamentoso). A probabilidade de cura foi estimada por meio de um modelo de risco de Poisson com IC 95% entre os três grupos, tendo os controles como nível de referência e ajustado por idade e sexo. Resultado: dos 80 pacientes avaliados no Grupo 1 e Grupo 2, 52 (65%) melhoraram, independentemente do esquema terapêutico utilizado, 20 indivíduos (25%) foram considerados curados, apenas oito (10%) dos pacientes não apresentaram melhora (escore 1). A adição de itraconazol à PQT-U não foi associada a melhores resultados, sugerindo que a PQT-U isolada é eficaz. Conclusão: o tratamento com PQT-U/MB/OMS resultou na remissão da doença em 20 dos 80 pacientes tratados. Além disso, o tratamento foi associado a uma maior probabilidade de remissão em comparação com os controles.

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