Sexualidade masculina: limiares do campo subjetivo sobre compulsão e a prática saudável na clínica
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Ao constatar o nascimento de uma criança do sexo masculino são colocadas expectativas sobre sua virilidade, força e inteligência, desde que iniciasse uma jornada para desenvolver as características aceitáveis para gênero. Essa objetificação do ser muitas vezes gera pressão, culpa ou ainda solidão ao indivíduo que não se sente autorizado a experienciar a vida como gostaria de ser, e sim como disseram para que fosse. É possível que nenhum homem consiga hegemonicamente ser aquilo que está descrito como papel do masculino e temos aqui uma fonte inesgotável de cobranças e desprazer. Nesse contexto encontram-se homens em crise com seus comportamentos, motivando esse trabalho que buscou analisar a problemática da sexualidade masculina no consultório. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, os dados foram analisados na perspectiva da psicanálise e o entendimento desses comportamentos tidos como desvio sexual ainda não foram delimitados, embora os olhares estejam sobre o tema há algum tempo, as diferenças de conceito entre pesquisadores aumentam o debate em um campo que abriu para pensar sobre o subjetivo e o comportamental da sexualidade masculina. A saúde do homem estará
boa quando ele sentir bem estar físico, mental e social, as diretrizes que a Organização Mundial da Saúde definiu em 1946, justificando que apenas não ter uma doença não significa estar saudável. Nessa perspectiva, o desequilíbrio emocional, a inadequação ou ainda falta de controle dos impulsos podem estar diretamente ligados aos conflitos internos desse universo masculino. Freud (1856-1939), em seus estudos psicanalíticos, explana que o consciente é conduzido por demandas vindas do inconsciente: ‘O Eu não é Senhor em sua própria casa”. A psicologia clínica pode ajudar esse indivíduo que está em crise com seus desejos a identificar suas escolhas e motivações cotidianas que o colocam em vulnerabilidade e que podem estar a serviço do alivio das suas próprias cobranças ao enquadrar-se em uma sociedade opressora. A masculinidade torna-se saudável a partir de que a humanidade também seja saudável.
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