Avaliação de arritmias e risco de morte cardíaca súbita em pacientes renais crônicos dialíticos através de holter de 24 horas
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INTRODUÇÃO: Nos últimos anos, a Doença Renal Crônica tem sido considerada um grave problema de saúde pública. Isso se deve principalmente à elevada mortalidade anual, devido a distúrbios cardiovasculares. Alguns dos principais responsáveis pela mortalidade dessa população são as doenças cardíacas e dentro delas os episódios arrítmicos. Diante dessa perspectiva, o presente estudo objetivou investigar a prevalência de arritmias ventriculares e supraventriculares em pacientes portadores de doença renal crônica dialítica. MATERIAL E MÉTODO: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, no qual foi avaliada a presença de arritmias cardíacas e risco de morte súbita cardíaca em 35 pacientes do Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco. O diagnóstico das arritmias foi realizado por meio Holter de 24 horas, instalado no início da sessão de hemodiálise e foram coletadas amostras sanguíneas para dosagem de eletrólitos antes e ao final da sessão de hemodiálise. RESULTADOS: Foi observado que 71,4% dos pacientes são do sexo masculino, 85,7% não é de cor negra e 57,1% possui idade acima de 50 anos. Pacientes com níveis plasmáticos inadequados de potássio, cálcio e aqueles que não utilizavam medicamentos, apresentaram maior prevalência de arritmias ventriculares e supraventriculares. A variável idade foi significativa para as arritmias supraventriculares. O aumento da idade dos indivíduos aumenta a probabilidade da ocorrência de arritmia. DISCUSSÃO: Alterações dos níveis normais de cálcio e potássio geram intercorrências cardiovasculares, principalmente, arritmias. Estudos evidenciam que do ponto de vista cardiológico, as arritmias cardíacas podem ser geradas ou facilitadas por esses distúrbios hidroeletrolíticos, caracterizados por variação dos níveis normais de eletrólitos (como o cálcio e o potássio) mesmo em corações estruturalmente normais. Maior prevalência de arritmias em indivíduos sem uso de medicamentos pode estar relacionado pelo fato de muitos pacientes serem subdiagnosticados. Além disso, não houve significância estatística na diferença entre os tipos de arritmia ventricular ou supraventricular durante a hemodiálise. A idade mostrou-se um importante fator relacionado às arritmias em pacientes dialíticos. CONCLUSÃO: Constata-se que pacientes renais crônicos dialíticos apresentam alterações dos níveis normais de eletrólitos e hipertensão arterial que aumentam a ocorrência de arritmias cardíacas, aumentando o risco de morte súbita nessa população.
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