Efeitos adversos do microagulhamento com plasma rico em plaquetas (PRP) para o tratamento da alopecia

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Introdução: o microagulhamento promove microlesões que desencadeiam um processo cicatricial, ativam a cascata inflamatória, promovendo aumento na formação de fibras elásticas, deposição de colágeno e espessura dérmica. A aplicação de plasma rico em plaquetas (PRP) faz com que as concentrações suprafisiológicas de substâncias biologicamente ativas promovam uma modulação das vias implicadas na inflamação e no reparo tecidual, culminando em proliferação, migração e diferenciação celular, bem como no estímulo à angiogênese. A associação desses dois métodos é potencialmente eficaz. Objetivo: investigar os possíveis danos e efeitos adversos decorrentes da associação entre microagulhamento e PRP para tratamento específico da alopecia. Métodos: a pesquisa bibliográfica foi feita na base de dados PubMed®. Resultados e discussão: foram analisados na íntegra 03 estudos. Todos consistiam em relatos de caso, sendo que 02 eram do gênero carta ao editor. O nível de evidência de estudos deste cunho é 05. Totalizando participantes de todos os estudos, a técnica combinada foi realizada em 213 pacientes. Conclusão: a partir dos dados obtidos, constatou-se que prurido local e linfadenopatia transitória são os efeitos adversos mais comuns relacionados à associação de microagulhamento e PRP, com grau leve e resolução espontânea em curto prazo. Recomenda-se, porém, que sejam realizados ensaios clínicos robustos, com rigor técnico científico.

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