Influência da vida acadêmica, trabalho e moradia na síndrome do comer noturno entre estudantes universitários
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Estudantes universitários são uma população com risco aumentado para a Síndrome do Comer Noturno (SCN), um distúrbio alimentar que pode causar ganho de peso corpóreo. Este estudo teve por objetivo analisar se aspectos da vida acadêmica, do trabalho e da moradia de estudantes universitários estão relacionados com a SCN. O delineamento do estudo foi transversal, realizado com 900 estudantes dos cursos de Arquitetura, Engenharia, Medicina e Psicologia de uma instituição de ensino superior localizada em Cajazeiras, Paraíba, Brasil. Para a coleta de dados foram usados questionários autoaplicados: o instrumento Night Eating Questionnaire (NEQ) para quantificar comportamentos da SCN e um formulário para variáveis sobre aspectos demográficos, de saúde, vida acadêmica, trabalho e moradia. Os participantes eram em sua maioria do sexo feminino (53,7%) e a mediana de idade foi 22 anos. Quanto ao IMC, a mediana encontrada foi de 23,5 kg/m2. O valor da mediana do escore NEQ para todos os sujeitos foi 19. Dos 900 participantes, 151 apresentaram um escore NEQ maior ou igual a 25, resultando em uma prevalência de 16,8% da SCN. No curso de Engenharia a prevalência da SCN foi maior nas mulheres em relação aos homens, e no curso de Psicologia, foi maior nos homens em relação as mulheres. Entre os estudantes com emprego e que moravam na casa dos pais, a prevalência da síndrome foi maior para aqueles que trabalham no período da tarde e menor para aqueles que trabalham à noite. A prevalência da SCN encontrada entre os estudantes universitários foi alta, particularmente em duas situações: (1) se os participantes estudam em um curso com predominância de estudantes do outro sexo; e (2) moram com os pais e trabalharem no período da tarde.
