Doente renal crônico: perfil da dor e depressão em pacientes do agreste paraibano

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Introdução: A Hemodiálise (HD) é um dos tratamentos mais complexos que vem se desenvolvendo há décadas em prol dos doentes renais crônicos, ainda assim, o surgimento de sinais e sintomas provenientes da doença e do tratamento hemodialítico, pode gerar declínio das atividades laborais, do desempenho funcional, muitas vezes pelo surgimento da fadiga, dor e depressão. Esta pesquisa objetivou investigar dados sociodemográficos, hábitos sociais, clínico-patológicos existentes em relação à ocorrência de dor e depressão no Doente Renal Crônico (DRC) submetido ao tratamento hemodialítico e correlacioná-los. Método: Este estudo foi realizado de forma transversal e exploratória, com uma amostra de 35 pacientes. A coleta dos dados foi realizada no último trimestre de 2010, nos períodos pré e/ou trans diálise, através da aplicação de três instrumentos: a Ficha de Avaliação (FA), o Inventário de Depressão de Beck (IDB) e o Inventário Breve da Dor (IBD). Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) sob o número: 0228.0.133.000-10. Resultados: A depressão pode ser registrada de forma leve em 40% dos pacientes, moderada em 37,1% e grave em 17,1%. 68,5% dos pacientes revelaram dor constante, 48,5% há mais de 6 meses. Foi identificada influência das variáveis: estado civil, escolaridade, cãibras, dormência, formigamento e exames laboratoriais, sobre a depressão. A ausência de atividade física, a idade, a diminuição dos níveis de hematócrito, a elevação da ureia pré e creatinina quando relacionados com a dor, apresentaram correlação significativa. Discussão: os achados desse estudo revelam a necessidade de estratégias de combate à dor e depressão entre os pacientes que realizam HD, tendo em vista que a baixa adesão à atividade física, a queda no hematócrito, a tendência ao maior surgimento de complicações com a elevação da idade e permanência no tratamento, o baixo nível de escolaridade podem interferir no desenvolvimento da doença e adesão a tratamentos. Conclusão: O estudo revelou que quase metade da amostra apresentou dor crônica e que a maioria apresentou níveis de depressão de leve a grave.

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