Experiência de dez anos em reconstruções cirúrgicas após micrográfica de Mohs
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Introdução: A cirurgia Micrográfica de Mohs (CMM) é mundialmente utilizada para o tratamento de cânceres de pele, desde que com indicações corretas. Após alcançadas margens livres, é chegado o momento da reconstrução dos defeitos cirúrgicos. Decidir qual tipo de fechamento será utilizado é desafiador. Objetivo: Associar os tipos de reconstruções utilizadas com características dos tumores e dos pacientes submetidos ao procedimento em dez anos de experiência de um serviço de ensino de CMM. Métodos: Estudo transversal retrospectivo com análise de prontuários. Foram coletadas informações como localização do tumor, subtipo histológico, número fases necessárias até margens livres e tipo de reparo realizado. Resultados: Foram incluídos 975 casos. Os fechamentos do tipo borda-a-borda foram os mais comuns (39%) e associados com menor número de fases (média:1,55). Também foram mais frequentes nos subtipos histológicos estudados e na maioria das localizações anatômicas. As lesões localizadas no nariz avaliadas pelo modelo de regressão de Poisson tiveram 39% de chance de serem submetidas a outros fechamentos que não o borda-a-borda (p<0,05%). Tumores com 2 ou mais fases apresentaram 28,6% maior frequência de emprego de outros fechamentos em relação aos operados em fase única (p<0,05%). Conclusões: O fechamento borda-a-borda merece sempre ser considerado em defeitos cirúrgicos com menos fases e subtipos histológicos não agressivos, nas diferentes localizações onde a CMM é empregada.
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