Retenção de conhecimento e habilidades em ressuscitação cardiopulmonar após retreinamento

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Treinamentos em ressuscitação cardiopulmonar (RCP) interferem positivamente no conhecimento imediatamente após sua realização, no entanto, observa-se um declínio das competências adquiridas com o decorrer do tempo. Não há um momento exato a partir do qual a retenção do conhecimento teórico e prático decaia, assim como a periodicidade adequada para a manutenção dessas competências. Sabe-se que quanto mais precoce o tempo entre as capacitações, melhores são os resultados. Este estudo objetivou avaliar o efeito de um retreinamento, após nove meses do treinamento inicial, na retenção do conhecimento e habilidades em RCP e identificar fatores relacionados a uma maior ou menor aprendizagem e retenção de competências em RCP. Trata-se de um estudo de intervenção, prospectivo e analítico. Profissionais de enfermagem receberam treinamento teórico e prático de RCP. Nove meses após o primeiro treinamento (T1), esses profissionais participaram de um retreinamento (T2). Eles foram submetidos a testes teóricos e práticos após cada treinamento e no sexto e nono mês seguintes. Os dados foram expressos em média de acertos e desvio padrão e a redução da retenção em números percentuais. De acordo com a distribuição normal ou não pelo teste de Shapiro-Wilk foram utilizados diferentes testes estatísticos para comparação dos grupos em análise, considerado significativo para p<0.05. Foram avaliados 56 profissionais. Maior média de acertos nos testes teóricos e práticos foram observados imediatamente após os treinamentos, T1=21,6+2,4 vs T2=21,9+2,6 (p=0,12) e T1=17,9+0,4 vs T2=17,9+0,4 (p=0,56), respectivamente. Apesar da mesma média de acerto após ambos os treinamentos, a redução do conhecimento teórico e prático foi maior após T1 do que em T2, redução de 18,2% vs 13,0% (p<0,01) no teste teórico e 7,6% vs 5,3% (p<0,01) no teste prático. Idade mais jovem, maior escolaridade, menor tempo de formação, formação em instituição pública e trabalho em unidade de cuidados intensivos estiveram relacionados a maior conhecimento teórico em pelo menos um dos momentos de avaliação. No entanto, a retenção de conhecimento foi estatisticamente igual entre os subgrupos analisados. Para as habilidades práticas os fatores identificados foram idade mais jovem, menor tempo de formação, tempo do último treinamento em RCP igual ou inferior a um ano e trabalho em unidade de cuidados críticos. Maior retenção de habilidades práticas teve associação com idade mais jovem, menor tempo de formação e trabalho em unidade de cuidados críticos. Apesar da redução das competências teóricas e práticas no decorrer do tempo, o retreinamento após nove meses se mostrou adequado para melhorar a retenção do conhecimento teórico e manter as habilidades práticas em RCP.

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