Aspectos relacionado à autoestima de um paciente após transplante de medula óssea
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O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. O transplante de medula óssea (TMO) vem se constituindo como alternativa terapêutica eficaz quando os tratamentos convencionais não oferecem bom prognóstico para muitos casos de neoplasias sólidas e hematológicas, tais como leucemias e linfomas, além de doenças genéticas e imunológicas. O TMO afeta vários fatores entre eles autoestima. Por autoestima entende-se a avaliação que o indivíduo faz de si mesmo. Expressa uma atitude de aprovação ou de repulsa de si e engloba o autojulgamento em relação à competência e valor. Objetivo: Conhecer a realidade vivida de um paciente após o procedimento de transplante de medula óssea. Descrever os aspectos relacionados à autoestima deste paciente após ter sido submetido ao transplante de medula óssea. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, cujo método de coleta de dados foi a história oral do paciente, por meio de entrevista, realizado com um paciente que frequenta o ambulatório de oncologia pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC. O mesmo foi submetido a tratamento quimioterápico, posteriormente teve recidiva e foi submetido a Transplante de Medula Óssea. Discussão: Pensando nos aspectos que envolvem a autoestima do paciente, foi aplicado um questionário com entrevista oral gravada, seguindo os critérios de validação da escala de avaliação de autoestima de Rosenberg. Conclusão: O tratamento do câncer infanto-juvenil vêm sendo arduamente estudado, e as chances terapêutica de cura crescem de maneira gradual, porém as sequelas após o tratamento são impactantes. Os efeitos sociais da doença requerem atenção especial de profissionais que lidam com crianças e adolescentes sobreviventes ao transplante de medula óssea, com intuito de inseri-los novamente à sociedade, sem que lhe causem grandes transtornos.
