O papel do enfermeiro na aplicação de tecnologias assistivas na reabilitação da mulher idosa com incontinência urinaria: uma revisão de literatura

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A Incontinência Urinária é uma condição clínica capaz de comprometer diferentes aspectos de vida do indivíduo, interferindo diretamente na qualidade de vida humana, sendo definida como queixa de perda involuntária de urina, erroneamente interpretada como um processo natural e fisiológico do envelhecimento. Pode ser clinicamente classificada em três grupos: incontinência urinária de esforço, incontinência urinária de urgência e incontinência urinária mista. Atualmente a IU é considerada um problema de saúde mundial, com maior incidência em mulheres, sendo observada sua progressão com o decorrer do envelhecimento, porém, hábitos de vida e comorbidades prévias podem estar diretamente associados à sua instalação e gravidade. Por estar estritamente relacionada com a vida íntima da mulher, em muitos casos há relutância em abordar o assunto, ou procurar ajuda para a resolução do problema, podendo agravar o estado de IU devido o adiamento ou ausência do tratamento. Segundo a SOBEST, o enfermeiro estomaterapeuta possui habilidades e competências necessárias para atuar na prevenção e reabilitação da IU com o uso das terapias comportamentais. Com base no exposto, este trabalho teve como objetivo elencar os construtos existentes na literatura acerca das tecnologias assistivas empregadas na reabilitação da incontinência urinária em idosas realizada por enfermeiros. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura nacional e internacional. Os critérios de inclusão foram materiais publicados entre os anos de 2008 a 2018, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis nas bases de dados Pubmed, Scielo e BVS. Os descritores utilizados foram “urinary incontinence”, “nursing”, “women” and “aged”. Resultados: Após a pesquisa, apenas 2 artigos preencheram os critérios de inclusão e exclusão, sendo estes inseridos no estudo. A leitura minuciosa dos artigos culminou em duas categorias temáticas, sendo elas: Produtos Absorventes e Cones Vaginais. Durante a pesquisa foram encontradas algumas limitações no uso das tecnologias assistivas como, por exemplo: o alto custo em longo prazo com produtos absorventes e de continência em idosas; a adesão ao uso de cones vaginais, por se tratarem de métodos invasivos, frequentemente incômodos ou classificados como constrangedores; o uso de pessários vaginais, dispositivos intra-uretrais e intra-vaginais não foram citados nos artigos utilizados na pesquisa. Conclusão: Os estudos reforçam que o diagnóstico preciso da IU é fundamental para determinar se o tratamento de escolha será cirúrgico ou conservador. O número limitado de publicações na área abrangendo o uso das tecnologias assistivas em saúde, a ausência de artigos e pesquisas realizadas por enfermeiros na reabilitação da incontinência urinária, e a escassez de publicações em língua portuguesa fizeram com que o assunto não pudesse ser amplamente explorado. Futuras pesquisas são necessárias para o embasamento de protocolos assistenciais e, garantir que a execução da SAE ao paciente incontinente aconteça baseada em evidências garantindo a reabilitação do indivíduo atendido nos serviços de saúde e atenção básica-domiciliar.

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