Existe diferença em relação aos desfechos em reprodução assistida de acordo com a etiologia da azoospermia obstrutiva

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Azoospermia é definida pela ausência de espermatozoides no ejaculado após centrifugação e pode ser secundária a interrupção das vias seminais denominada por azoospermia obstrutiva. A qualidade seminal pode estar alterada devido a fatores como fragmentação de DNA espermático e presença de anticorpo antiespermatozóide. O objetivo deste artigo é avaliar se existe diferença nos resultados de fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozóides quando comparados grupos com diferentes etiologias de obstrução e diferentes técnicas de extração e origens do espermatozoide. Análise retrospectiva multicêntrica no período de 2008 a 2015 de 621 primeiros ciclos, Grupo I obstrução congênita com 45 e Grupo 2 com vasectomia com 576 pacientes. Em todos os casos foi possível recuperação de espermatozoides. Em relação à etiologia da obstrução obtivemos taxas de fertilização de 70% vs. 66,85% (p=0,786), gestação 42,5% vs. 41,46% (p=0,896) e nascidos vivos 29,73% vs. 17,69% (p=0,071) nos grupos Ie II respectivamente. Em relação à origem do espermatozoide utilizado com 579 do epidídimo vs. 42 do testículo, obtivemos taxas de gravidez 41,47% vs. 43,9% (p=0,760) e nascidos vivos 18,3% vs. 27,78% (p=0,163) respectivamente entre os grupos. Não houve diferença em relação às taxas de fertilização, gestação e nascidos vivos em diferentes etiologias. Também não houve diferença em relação aos resultados quando comparados grupos em relação à origem dos espermatozoides.

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