Aspectos epidemiológicos da evolução da pandemia Covid-19 no estado do Amazonas, Brasil: análise da incidência, mortalidade e letalidade
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Introdução: O estado do Amazonas, na região norte do Brasil tem sido abatido grandemente com os efeitos da pandemia da COVID-19. Imediatamente após o primeiro caso de SARS-CoV-2 notificado em Manaus, em 13 de março de 2020, as taxas de mortalidade e letalidade cresceram rapidamente. Objetivo: Analisar as tendências dos indicadores de incidência, mortalidade e letalidade da COVID-19 no Estado do Amazonas, Brasil, no período de março de 2020 a junho de 2021. Método: trata-se de ecológico com série temporal, a partir de dados públicos e oficiais disponíveis na Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, incluindo todos os casos e óbitos por COVID-19 que ocorreram durante março de 2020 a junho de 2021. As taxas de letalidade, mortalidade e incidência foram calculadas. Utilizou-se a análise de regressão do Prais-Winsten, as tendências foram classificadas como estacionárias, crescentes ou decrescentes. O número de reprodução (Rt) também foi estimado. Diferenças significativas foram consideradas quando p <0,05. Resultados: foram encontrados 396.772 casos e 13.420 óbitos por COVID-19 em todo este considerável Estado, mesmo nas terras indígenas remotas. No período analisado, Amazonas enfrentou dois episódios críticos, o primeiro em maio de 2020, durante a primeira onda, onde a fatalidade acometeu 1.612 indivíduos e 36.123 casos novos foram registados. O segundo pior pico crítico foi em janeiro de 2021 durante a segunda onda, quando o número de mortes e casos quase dobrou em relação a maio de 2020. Conclusão: Houve maior número de casos na população feminina (56%) e maior número de óbitos na população masculina (57%), sendo que naquela população acometida pela COVID19 acima de 60 anos, houve 66% de mortalidade. A curva de comportamento da pandemia da COVID-19 mostra a formação de duas ondas, sendo que a primeira ocorreu entre os meses de marco a setembro de 2020 e a segunda onda da COVID-19 foi registada de novembro de 2020 a junho de 2021. O número de vítimas teve índices mais elevados nas áreas mais urbanizadas, sendo que 47% dos casos e 69% dos óbitos correram na capital, Manaus.
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