Impacto do treinamento funcional sobre a modulação autonômica e parâmetros cardiorrespiratórios em mulheres na menopausa

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Introdução: Estudos clínicos e experimentais têm demonstrado que tanto o envelhecimento quanto a menopausa promovem alterações cardiovasculares, autonômicas e aumento da incidência de doenças. Neste contexto, a prática de exercícios físicos é uma potente ferramenta para a promoção de saúde e redução de doenças e efeitos deletérios destes processos. Entre os tipos de treinamentos destaca-se o treinamento funcional (TF), o qual desenvolve diversas habilidades e pode promover benefícios cardiovasculares e autonômicos em mulheres na menopausa. Objetivo: Avaliar a influência de um treinamento funcional sobre os parâmetros cardiorrespiratórios e a modulação autonômica cardíaca em mulheres na menopausa. Métodos: 64 mulheres sedentárias e que estavam no período da menopausa por mais de um ano, foram divididas em: grupo de treinamento funcional (GTF) que executou um programa de treinamento funcional e todas as avaliações e o grupo Controle (GC) que não realizou o treinamento apenas as avaliações. No treinamento, realizado com frequência de três vezes na semana por 18 semanas, as voluntárias realizaram 3 séries de 11 exercícios funcionais e uma caminhada. Para a avaliação do sistema cardiorrespiratório foram mensuradas a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), a frequência cardíaca (FC) e a frequência respiratória (FR). A modulação autonômica foi avaliada por meio da análise da variabilidade da frequência cardíaca, de onde se extraiu os seguintes índices: intervalos RR, RMSSD, SDNN, LF, HF, LF/HF, RRTRI, TINN, SD1, SD2, SD1/SD2, alfa-1, alfa-2 e relação alfa-1/alfa-2. Além disso, foi feito também a análise qualitativa do plot de Poincaré. Para a avaliação dos efeitos do treinamento foram comparados os valores das diferenças encontradas entre os valores obtidos antes e ao final do protocolo de treinamento, em ambos os grupos. Para isso foram utilizados o teste T de Student para dados não pareados (dados normais) ou teste de Mann Whitney (dados não normais) com nível de significância de 5% Resultados: O treinamento promoveu melhora de parâmetros cardiorrespiratórios: PAS (GC-5,50 ± 12,76 vs. GTF -18,36 ± 18,05 p = 0,021), PAD (GC 5,00 ± 20,13 vs. GTF -9,47 ± 10,25 p = 0,002) e FC (GC 7,00 ± 9,79 vs. TF -4,73 ± 8,41 p = 0,000). Foram também observados aumento significativo nos valores dos índices RMSSD (GC -0,18 ± 5,66 vs. GTF 5,10 ± 11,93 p = 0,035), intervalos RR (GC -22,66 ± 75,75 vs. GTF 70,17 ± 104,30 p = 0,003), SD1 (GC 0,13 ± 4,00 vs. GTF 3,60 ± 8,43 p= 0,033) e alfa-1 (GC -0,04 ± 0,13 vs. GTF 0,07 ± 0,21 p= 0,002). Além disso maior dispersão dos intervalos RR foi observada na análise qualitativa do plot de Poincaré. Conclusão: O FT promoveu impacto benéfico nos parâmetros cardiorrespiratórios e na modulação autonômica cardíaca, caracterizada por aumento da atividade parassimpática e propriedades fractais a curto prazo da dinâmica da frequência cardíaca, em mulheres na menopausa.

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