Avaliação do incremento de custos relacionados ao tratamento e acompanhamento de pacientes com doenças crônicas atendidos em uma unidade básica de saúde de Floriano-PI
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As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por mais da metade das mortes no Brasil. Em 2019 54,7% dos óbitos registrados no Brasil foram causados por DCNT e 11,5% pelos agravos acometidos pelas DCNT. Não há estudos sobre os custos dos pacientes com tratamento e acompanhamento dos pacientes com Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Piauí. Assim, o presente estudo teve como objetivo principal (que será tratado como artigo), avaliar as despesas relacionadas ao tratamento de doenças crônicas de pacientes atendidos em uma unidade básica de saúde de Floriano-Piauí, além de caracterizar o perfil sociodemográficos dos pacientes em tratamento e acompanhamento nas doenças crônicas não transmissíveis, indicar os custos fora da cobertura e verificar as doenças crônicas mais comuns nos pacientes atendidos na UBS. O artigo é um estudo transversal, quantitativo, prospectivo e exploratório conduzido entre julho a novembro 2022 em uma unidade básica de saúde de Floriano -Piaui. A população foi composta pacientes cadastrados na área de abrangência da unidade básica de saúde e com diagnósticos de doenças crônicas não transmissíveis. As doenças crônicas consideradas foram hipertensão arterial, diabetes mellitus, câncer, doenças respiratórias, doenças renais, doenças cardiovasculares, infarto e hanseníase. Todos os pacientes foram submetidas à entrevista sociodemográfica, coleta de dados foi um inquérito domiciliar, a amostra foi composta por 200 pacientes. Esses responderam um questionário sobre os custos financeiros despendidos com o tratamento, acompanhamento e compra de insumos necessários nas DCNT que não estão disponíveis no SUS. Para avaliação dos fatores associados aos gastos, foi utilizado o modelo de regressão linear univariado; considerou-se como variável dependente o gasto fora de cobertura com saúde e como variável independente, os potenciais fatores associados a tais custos, como idade, sexo, estado civil, escolaridade e presença de comorbidades. Resultados: O perfil encontrado foi de indivíduos do sexo masculino (66,5%), pardos ou negros (84%), com ensino fundamental (53%) e aposentados (48,5%). Os principais gastos fora de cobertura foram com medicamentos (53,5%), consultas (32%) e exames (25%). Cardiologia (59%) e endocrinologia (18%) foram as especialidades e HAS (70%) e diabetes (14%) foram as patologias que mais tiveram ocorrências de gastos fora de cobertura. O gasto médio/mês/paciente foi de R$283,20, o que corresponde a 23,4% de um orçamento familiar. Não foram observados fatores associados ao gasto fora de cobertura (p>0,05). Desta forma conclui-se que a cobertura na atenção básica seja ampla, o valor gasto com saúde ainda representa uma proporção considerável do orçamento familiar. A identificação das lacunas de cobertura pode auxiliar no planejamento da ampliação de cobertura do SUS. Desse modo, evidencia-se a necessidade da produção de novos estudos que avaliem.
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