Qualidade de vida no uso de dispositivo urinário continuo

Data

Nível Educacional

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

Descrição

O objetivo desta pesquisa é fazer o levantamento da adaptação ao dispositivo urinário contínuo, da população estudada, bem como, o impacto na qualidade de vida destes indivíduos. A princípio abordaremos brevemente a história dos dispositivos e seu uso ao longo do tempo, e as principais patologias que levam ao comprometimento da função urinária e consequentemente a indicação do dispositivo urinário contínuo, explicaremos também as técnicas de troca do dispositivo de maneira a minimizar os riscos de contaminação dos pacientes. Trata-se de um estudo onde foi utilizado o método quantitativo exploratório, com coleta de dados primários a partir de questionário, elaborado a partir das colocações espontâneas dos pacientes do sexo masculino durante o procedimento de troca da sonda vesical de demora pela uretra. A pesquisa foi desenvolvida no ambulatório de urologia do Hospital Ipiranga de São Paulo. Os dados foram coletados através de entrevista, utilizando um questionário criado pela pesquisadora do estudo. Quanto às características da população estudada: a faixa etária predominante foi entre 60 e 70 anos (43,33%), na questão relacionada ao grau de instrução não houve muita variação entre o tempo mínimo e não conclusão do ensino fundamental. Em relação aos antecedentes clínicos 50,00% não possuem, dos outros 50,00%, (36,66%) faz tratamento para HAS, (3,33%) para DM, (10,00%) para ambas as patologias. A maioria dos entrevistados tem menos de 6 meses de uso de sonda (43,33%), ate 12 meses (26,66%) , 12 a 18 meses (16,66%), 18 meses ou mais (13,33%). No que se refere ao impacto na qualidade de vida, (53,33%) apontaram o desconforto associado ao uso do dispositivo como alto impacto seguido (30,00%) moderado e (16,66%) baixo. Observamos que o que superou todas as outras questões foi a expectativa da retirada definitiva da sonda (86,66%), em relação a interferência nas rotinas diárias o baixo impacto predominou (43,33%), na questão relacionada ao impacto na vida sexual 60,00% apontaram o alto impacto, seguido de impacto moderado (33,33%), e baixo 6,66%. No conceito estético predominou o baixo impacto (46,66%), sendo que as outras duas questões se igualaram em (26,66%). Podemos concluir que o uso do dispositivo urinário contínuo na maioria das vezes não é definitivo, intervenções cirúrgicas podem devolver as funções prejudicadas pela patologia e restabelecer a qualidade de vida. Quando se fala em qualidade de vida após os tratamentos observamos que os dois pontos que parecem ser de maior importância é a continência urinária e a função sexual. A qualidade da assistência está diretamente ligada a capacidade dos profissionais em buscar opções que ajudem os pacientes ter clareza de que deve separar a qualidade de vida global de sua qualidade de vida sexual, incentivando o enfrentamento das situações adversas, conscientizando que a libertação da doença não deve significar o sacrifício de sua vida sexual , pois a partir do momento que aprender a lidar com as limitações impostas , dará um grande passo em direção a uma qualidade de vida satisfatória.

Citação

DOI

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil