Formulação de filtros solares

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A fotoproteção surgiu com a necessidade de se prevenir queimadura solar. Com o passar dos anos e avanço na compreensão dos efeitos da radiação solar sobre a pele, a indicação ampliou-se à prevenção do câncer da pele, envelhecimento cutâneo precoce e ainda outras doenças dermatológicas. Os filtros solares, inicialmente simples e parcialmente eficazes, deram lugar a substâncias complexas e cada vez mais eficientes. Formulações altamente sofisticadas são comercializadas com benefícios indiscutíveis à saúde. Todavia, com o avanço tecnológico, novas preocupações surgiram e outros desafios se impõem. Ainda são necessárias pesquisas e desenvolvimento de substâncias e formulações seguras e estáveis, com uma ampla cobertura contra a RUV, luz visível e infravermelho. São necessários, também, estudos mais aprofundados sobre absorção sistêmica e riscos à saúde, sobretudo com concentrações regulamentadas. Apesar disso, os filtros solares permanecem como recursos mais efetivos na proteção contra os efeitos nocivos da radiação UV. Ao dermatologista cumpre o papel de conhecer e corretamente indicar os protetores mais adequados. Entre os critérios que precisam ser avaliados estão a proteção em diferentes faixas da radiação solar, segurança, estabilidade da formula, resitência à água, além de quesitos estéticos. A falta de familiaridade com os ativos presentes nos protetores solares torna difícil a correta avaliação desses produtos. Mas o conhecimento dessas substâncias proporciona ao dermatologista o cumprimento de sua função na orientação do uso correto do protetor solar, medida fundamental na proteção da pele contra os efeitos danosos do sol.

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