Avaliação da obesidade associada a fatores de risco à saúde em adolescentes de escolas públicas da região do ABC, São Paulo, Brasil
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ntrodução: Em 2015, os altos Índices de Massa Corporal (IMC) contribuíram para quatro milhões de mortes no mundo, representando 7,1% do total de mortes, e para a desabilitação de 120 milhões de anos de vida (DALY – Disability-Adjusted Life- Years), representando 4,9% do total de anos de vida de incapacitação entre adultos. O objetivo deste trabalho é avaliar o sobrepeso e a obesidade associados a fatores de risco à saúde, hereditários e/ou referentes a hábitos de vida, em adolescentes de escolas públicas da região do ABC, São Paulo, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e multiestágio, realizado com 1.227 estudantes adolescentes de escolas públicas da região do ABC, Estado de São Paulo, Brasil, no ano de 2015. A escolha das escolas foi em função da quantidade de alunos matriculados por cidade e, dentro desta, do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da escola. Nas escolas selecionadas, randomizou-se uma turma de cada série de Ensino Médio e os alunos dessas turmas. Resultados: 1.227 estudantes avaliados, 51,6% eram meninos e 48,4% meninas. A mediana da idade, peso e altura foram 16 anos, 61kg e 1,68m respectivamente. A média do Z-IMC foi de 0,32 ± 1,10. A maior parte da população é eutrófica (71,6%), sendo também importante a prevalência de sobrepeso (20,0%) e obesidade (6,4%). As meninas são mais eutróficas do que os meninos. Os fatores mais significativos associados à obesidade, expressos pelo Z-IMC, foram: o estudante trabalhador, obesos na família (principalmente avós e mãe), consumo de álcool, tabagismo, sentir-se triste a cada dia e hábitos alimentares (menos de cinco refeições ao dia, refeições fora de casa, comer rápido, não tomar café da manhã). Conclusão: O estudo mostrou que fatores hereditários e ambientais podem influenciar no aumento do IMC, potencializando os problemas decorrentes da obesidade na adolescência. Assim, cabe à escola propor, no planejamento curricular, projetos sobre hábitos de vida saudáveis, a fim de contribuir para a prevenção dos agravos à saúde, envolvendo a comunidade escolar. Essas ações poderiam acionar políticas públicas endereçadas aos adolescentes na escola, políticas estas fundamentais para a reversão da epidemia de obesidade.
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