Anemia ferropriva: frequência, relação com a desnutrição e imagens de ressonância magnética

dc.audience.educationLevelEspecialização
dc.contributor.advisorNobeshi, Leandro
dc.contributor.authorRamos, Emily Martins
dc.date.accessioned2026-05-22T21:13:49Z
dc.date.issued2025
dc.descriptionIntrodução: A anemia ferropriva, resultante da deficiência de ferro, acarreta insuficiência no número de eritrócitos e/ou a dosagem de hemoglobina, que não conseguem atender de maneira adequada as necessidades fisiológicas. A maior parte do ferro é encontrada na hemoglobina, constituindo o grupamento heme e pode ser obtido através da alimentação. A deficiência de ferro pode gerar redução da capacidade funcional de vários sistemas e está mais presente em populações com rendas mais baixas, resultado das desigualdades sociais. Na ressonância magnética (RM), a anemia ferropriva pode apresentar características específicas, especialmente em sequências sensíveis ao ferro e na avaliação de órgãos que sofrem impacto da deficiência de ferro, como a medula óssea e o fígado. Portanto, se faz necessário um estudo que investigue a frequência da anemia ferropriva e a sua relação com a desnutrição e o diagnóstico por RM. Métodos: trata-se de uma revisão integrada da literatura, por meio de busca de informações e dados sobre a anemia ferropriva e sua possível relação com a desnutrição e diagnóstico por RM nas bases: DATASUS, Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde e Scielo. Resultados: Durante o período de 2013 a 2022, 114.931 internações por anemia ferropriva foram examinadas. A região Centro-Oeste apresentou a menor taxa de internações eletivas (1,5%), contrastando com a maior taxa de internações de urgência (98,5%). A região Nordeste apresenta a maior média de taxa de mortalidade (5,3%) por anemia ferropriva nos dez anos de estudo. Na ressonância magnética, a anemia ferropriva se manifesta por hipointensidade em T1 na medula óssea, devido à substituição da gordura por células hematopoiéticas, e por aumento do tempo de relaxamento T2* no fígado, refletindo a redução dos estoques de ferro. Em casos graves, pode haver hipointensidade em T2* no fígado e baço, além de atenuação do sinal na hipófise anterior. Esses achados ajudam a diferenciar a anemia ferropriva da sobrecarga de ferro. Conclusão: A predominância de internações de urgência médica indica que o diagnóstico da anemia ferropriva ocorre em estágios avançados. Os números de internações se intensificam à medida que a população envelhece, tornando os idosos mais suscetíveis. A região com a maior taxa de mortalidade por anemia ferropriva é o Nordeste, região com maior indíce de pobreza do país. O controle das deficiências nutricionais desempenha um papel crucial na promoção da qualidade de vida e na saúde pública, contribuindo para a prevenção de condições como a anemia ferropriva. Os exames de RM apresentam sensibilidade suficiente para atuar como ferramentas no diagnóstico por imagem.
dc.description.courseTomografia Computadorizada e Ressonância Magnética
dc.identifier.urihttps://dspace.fmabc.br/handle/1/637
dc.language.isopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.accessAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subject.keywordEspectroscopia de ressonância magnética
dc.subject.keywordAnemia ferropriva
dc.subject.keywordDiagnóstico por imagem
dc.titleAnemia ferropriva: frequência, relação com a desnutrição e imagens de ressonância magnética
dc.typeTrabalho de conclusão de curso

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