Gestão da segurança do paciente na unidade de urgência e emergência

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Introdução: A gestão do cuidado prestado aos pacientes nos serviços hospitalares de urgência e emergência (UE) é um fenômeno que tem sido alvo de várias discussões em função da elevada demanda da população no uso desses serviços, esta evidência tem levado os profissionais, autoridades em saúde a discutir novos modelos de atenção. Dada a complexidade da prestação dos serviços de saúde na UE, o ambiente necessita de gestores capazes de transformar o ambiente tornando prazeroso para a prática laboral, utilizando de estratégias, habilidades as quais os coloquem no papel de protagonistas na gestão do cuidado, inovando as práticas assistenciais e o gerenciamento do processo de trabalho. Nos últimos anos o tema segurança do paciente tem chamado atenção de diversos profissionais de saúde, gestores públicos e privados, para os operadores de planos de saúde, médicos, enfermeiros, dentre outros, além, principalmente dos clientes/pacientes e o público em geral. A maioria dos gestores de organizações de saúde se sente insegura em assumir explicitamente a responsabilidade pela segurança e qualidade assistencial. Objetivos: discutir estratégias da implementação de uma assistência a saúde segura na unidade de emergência e enfatizar a atuação dos profissionais envolvidos com o cuidado para garantir uma assistência segura dos serviços de saúde da unidade de emergência. Metodologia: trata-se de uma pesquisa bibliográfica de revisão de literatura qualitativa acerca da gestão da segurança do paciente na unidade de urgência e emergência. Foram utilizadas as bases de dados científicas: Biblioteca Virtual de Saúde, Lilacs, Scielo e Medline. Foram selecionados artigos disponibilizados nos últimos 10 anos compreendendo 2006 a 2016 descritos no idioma português e na sua íntegra. Resultados: O gestor no exercício de sua função necessita planejar, desenvolver, controlar e avaliar competências necessárias para executar o seu trabalho de modo a atingir as metas organizacionais juntamente com os membros de sua equipe. Para alcançar os resultados almejados pela organização se faz necessário o desenvolvimento de competências as quais atinjam desde as funções amplas até as mais periféricas, ou seja, no operacional, na ponta, com uma descentralização da gestão das diversas áreas envolvidas. Conclusão: Existem diversos mecanismos que se encaixam neste contexto, como por exemplo, identificar corretamente os pacientes, estabelecer comunicação efetiva entre os profissionais de saúde, prevenir quedas, lesões decorrentes de úlcera por pressão, prevenir infecções decorrentes de procedimentos cirúrgicos, além disso, realizar dupla checagem dos medicamentos de alta vigilância como heparinas, insulinas, glicoses, eletrólitos como cloreto de potássio, cloreto de cálcio, cloreto de sódio, sulfato de magnésio, dentre outros, além disso, o estabelecimento de outras barreiras com base nos riscos permitem a implementação de ações preventivas acerca de eventos os quais comprometam a segurança do paciente. Desse modo, o gestor deverá trabalhar com sua equipe capacitando-a sobre a cultura de vigilância visando a promoção de um cuidado seguro

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