O papel da fisioterapia pélvica antes e após a prostatectomia radical: visão dos urologistas e fisioterapeutas no Brasil

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O adenocarcinoma prostático, denominado câncer de próstata (CaP), é o segundo câncer mais comum entre a população masculina, as condutas mais utilizadas para tratar o CaP são: a prostatectomia radical (PR), a radiação externa, a braquiterapia nos tumores localizados, a terapia hormonal, a quimioterapia e a imunoterapia nos tumores avançados e/ou metastáticos. Após a PR pode haver a incontinência urinária (IU) que impacta diretamente a QV do paciente além de ser um tema tabu na sociedade, a fisioterapia pélvica através dos seus recursos é atualmente uma das principais formas de tratar a IU e também recomendada no período pré-operatório. Objetivo: Assim, o objetivo deste estudo é avaliar qual a percepção e a atitude de urologistas, responsáveis pela realização da cirurgia e pela possibilidade de indicação da fisioterapia, e dos fisioterapeutas que a realizam no âmbito pré e pós-operatório pelo manuseio do homem submetido à prostatectomia radical com incontinência urinária. Métodos: Estudo realizado, entre 2020 e 2023, o urologista recebia o convite para participar da pesquisa pelo endereço eletrônico enviado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e o fisioterapeuta pélvico pela Associação Brasileira de Fisioterapia na Saúde da Mulher (ABRAFISM). Pesquisa aprovada sob o registro CAAE 12475719.3.0000. 0082.Participantes: Urologistas associados da SBU e fisioterapeutas associados da ABRAFISM. Resultados: Obtivemos 585 respostas de urologistas, 51,28% relataram que seus pacientes apresentaram estresse, angústia, ou preocupação quando informados que poderiam ter após a cirurgia IU, 72,65% não recomendavam fisioterapia pélvica pré-operatória e 68,38% indicavam a fisioterapia após a PR com presença de IU. Recebemos 240 respostas de fisioterapeutas pélvicos, 87,67% apontaram que a maior preocupação pós cirurgia é IU, 56,15% atendiam homens pré PR e 96,15% acreditavam que a fisioterapia acelera a melhora da IU. Conclusão: Os urologistas brasileiros não indicam a fisioterapia pélvica pré-operatória. Já os fisioterapeutas que atendem os pacientes neste período consideram que a fisioterapia beneficia o paciente no pós-operatório. Tantos urologistas e fisioterapeutas concordam com a fisioterapia pélvica no pós-operatório e reconhecem que há uma aceleração na recuperação da continência urinária. Existe uma desconexão na atuação de urologistas e fisioterapeutas na área do tratamento da IU pós PR.

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