Papel do enfermeiro na promoção, proteção e apoio do aleitamento materno exclusivo
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Apesar das vantagens nutricionais do leite humano, subsistem vários obstáculos para a adesão do aleitamento materno exclusivo até os primeiros seis meses, como a substituição inadequada do leite por fórmulas industrializadas, tempo insuficiente de licença maternidade, regresso ao trabalho, introdução de chupetas, mamadeiras, problema na sucção e pega, inexperiência da gestante, baixa escolaridade, mitos de flacidez das mamas, crenças culturais, influências da família, entre outros, podendo interferir negativamente na saúde nutricional e imunológica da criança. Diante desta problemática, o estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o papel da enfermagem pediátrica no aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. A metodologia adotada foi a revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa e descritiva, com relação ao tema publicado nos últimos oito anos, através das bases de dados da Lilacs, BDEnf e Medline. A amostra foi composta de 16 artigos, considerados pertinentes com os critérios de inclusão previamente estabelecidos. As principais ações de promoção ao aleitamento materno encontrado nos artigos foram o aconselhamento na UTI Neonatal, alojamento conjunto e na puericultura (37,5%), acompanhamento profissional no pré-natal, puerpério imediato e pós-parto (31,25%), desenvolvimento de atividades educativas em grupo no alojamento conjunto e a capacitação dos profissionais por meio da educação permanente (18,75%). As orientações aplicadas na estratégia de saúde pública e os reforços constantes da educação em saúde na assistência, devem ser vistos como prioridades pelos profissionais de enfermagem pediátrica, tendo em vista a relevância de suas especialidades e práticas avançadas para cuidado e manejo do aleitamento. Desta forma, assegurar a prática do aleitamento materno, sobretudo exclusivo, reflete na diminuição dos índices de mortalidade infantil, promoção do crescimento saudável e na redução dos gastos em saúde, sendo o apoio e o acompanhamento profissional indispensável para efetivação prática da educação em saúde como instrumento de trabalho. Logo, o enfermeiro atua como agente de educação em saúde, desde a concepção da mulher ao puerpério, como também na assistência direta identificando suas necessidades, os fatores impeditivos e postulando os planos de cuidado
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