Técnicas de reabilitação das disfagias orofaringeas em pacientes com paralisia cerebral: revisão de literatura

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Introdução: A paralisia cerebral (PC) ou encefalopatia crônica não evolutiva (ECNE) é uma desordem permanente do movimento, da postura e do tônus, causada por lesões não progressivas, irreversíveis ou malformações do encéfalo infantil. Além das alterações motoras, a PC pode acometer distúrbios da sensação, percepção, cognição, comunicação e comportamento. Sabemos que pessoas com alterações neuromotoras podem apresentar dificuldades na função de deglutição por alteração nas fases preparatória oral, faríngea e esofágica, levando a comprometimentos clínicos, dentre eles pneumonia recorrente e a desnutrição. As estratégias de tratamento da disfagia concentram-se em estratégias indiretas (conscientização, exercícios e aumento da segurança da deglutição) e diretas (técnicas de postura, métodos de alimentação suplementar e estimulação tátil térmica). Objetivo: Realizar uma revisão de literatura descritiva sobre a reabilitação da disfagia na paralisia cerebral. Método: A seleção dos artigos ocorreu no mês de setembro de 2022, sendo selecionadas 72 referências, a partir de buscas nas bases de dados PUBMED e Scielo, considerando os idiomas português e inglês, com os descritores “Paralisia cerebral”, “Reabilitação” e “Transtorno de deglutição”. Resultados: Após uma análise inicial e seguindo os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas nesta revisão 31 artigos, nos quais os métodos terapêuticos mais requentemente citados nos estudos foram: conscientização, técnicas posturais, manobras compensatórias, modificação da dieta, exercícios vocais, exercícios miofuncionais, estimulação termo-tátil-gustativa, feedback e eletroestimulação. Conclusão: Todas as técnicas terapêuticas são benéficas. Cabe ao profissional especializado avaliar o quadro clinico do paciente e estabelecer o melhor plano terapêutico, orientando de forma adequada os responsáveis, cuidadores e profissionais da saúde

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