Indicadores epidemiológicos da Covid-19 nos estados do Pará e Rio Grande do Sul, Brasil: um estudo de séries temporais
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Introdução: A COVID-19 se desenrolou de forma diferente no Pará e no Rio Grande do Sul, Brasil, devido a contextos socioeconômicos distintos. De 2020 a 2022, ambos os estados implementaram diversas medidas contra o vírus SARS-CoV-2, incluindo vacinação e monitoramento de variantes, adaptadas aos seus desafios específicos. Compreender os impactos regionais nos indicadores da COVID-19 é crucial para desenhar estratégias de controlo eficazes. Objetivo: Analisar os indicadores epidemiológicos da COVID-19 nos estados do Pará e Rio Grande do Sul, Brasil no período de 2020 a 2022. Método: Estudo ecológico com série temporal, a partir de dados públicos e oficiais disponíveis na Secretaria de Saúde dos estados do Pará e do Rio Grande do Sul, incluindo todos os casos e óbitos por COVID-19 que ocorreram durante o período de 2020 a 2022. As taxas de letalidade, mortalidade e incidência foram calculadas. Utilizou-se a análise de regressão do Prais-Winsten, as tendências foram classificadas como estacionárias, crescentes ou decrescentes. Diferenças significativas foram consideradas quando p <0,05. Resultados: Ao comparar a letalidade entre os estados do Pará e do Rio Grande do Sul, notou-se que durante o período analisado, a taxa total manteve-se maior no estado do Pará, sendo destacado os meses de abril/2020, maio/2020 e março/2021. As taxas de incidência apresentaram tendências crescentes durante o ano de 2020, tanto no Pará com VPD de 1,69% (p <0,05) quanto no Rio Grande do Sul com VPD de 1,70% (p <0,05). Em 2021 a incidência foi decrescente (p <0,05) nos dois estados, com uma taxa de redução diária de 0,60% no Pará e 0,64% no RS; e continuou nesta tendência no Pará em 2022 (VPD de -0,50% p <0,05), ficando estacionária no RS, com valor de p não significativo (p> 0,05). Conclusão: O impacto positivo do programa de vacinação reflete-se na evolução da pandemia. Para todo o período analisado a incidência apresenta tendência estacionária para ambos os estados, indicando que o número de casos e a morbidade entre as diferentes faixas etárias e grupos devem continuar sendo monitorado.
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