Controle e qualidade de vida da asma: estudo piloto

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O objetivo do tratamento da asma é a obtenção do controle dos sintomas e a redução do risco futuro. Por ser uma doença crônica respiratória comum, a asma pode ter um impacto na qualidade de vida do paciente e causar consideráveis restrições físicas, emocionais e sociais. Além disso, um baixo controle dos sintomas da asma é um importante fator de risco para exacerbações, hospitalizações, morbimortalidade, resultando em prejuízo da qualidade de vida. Embora os estudos clínicos randomizados controlados demonstrem uma alta taxa de pacientes com a asma controlada, nos estudos de vida real o controle da asma é alcançado em menor frequência. Devido a ausência de dados sobre o controle da asma e qualidade de vida na região metropolitana de São Paulo/Brasil, foi realizado um estudo piloto observacional que avaliou pacientes asmáticos adultos que eram tratados rotineiramente pelo pneumologista em dois centros públicos especializados na cidade de Santo André/SP. O controle da asma foi avaliado segundo as diretrizes do GINA que classifica a asma em controlada, parcialmente controlada ou não controlada dependendo da frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de beta2 agonista de curta ação (SABA) e o nível de limitação de atividade física nas últimas 4 semanas. A qualidade de vida foi avaliada utilizando-se o questionário mini-AQLQ que é organizado em 15 perguntas distribuídas em quatro domínios: sintomas, limitação da atividade, função emocional e estímulo ambiental, durante as últimas 2 semanas. Foram incluídos 47 pacientes, 80,9% eram do sexo feminino, com idade média de 53,5 anos. A asma foi classificada como controlada em 8 pacientes (17,0%), parcialmente controlada em 26 pacientes (55,3%) e não controlada em 13 pacientes (27,7%). A maioria dos pacientes (68,1%) foi tratada com dose média de corticosteróide inalatório e broncodilatadores de longa ação (LABA). Os pacientes com asma controlada apresentaram uma melhor pontuação na mensuração da qualidade de vida (4,99±1,10) comparado com os pacientes cuja asma foi classificada em parcialmente controlado e não controlado respectivamente (3,66±1,10 e 2,59±0,64, p<0,001). Os pacientes tratados com dose baixa de corticosteróide inalatório tiveram uma melhor pontuação geral na qualidade de vida (4,22±1,25) em comparação com os pacientes que eram tratados com dose média e alta de corticosteróide inalatório, respectivamente (3,60±1,21 e 2,59±0,9, p=0,044). Como conclusão, confirmamos que um melhor controle da asma tem um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes, contribuindo para um melhor manejo da doença. A abordagem utilizada no estudo piloto é factivel no acompanhamento do manejo da asma, podendo ser replicado em uma população mais ampla. Poucos pacientes atingem um controle total dos sintomas da asma na vida real, mesmo quando são tratados em ambulatórios especializados rotineiramente. Os resultados alcançados reforçam a necessidade de um programa nacional para o manejo da asma, visando melhorar o controle da asma e reduzir o impacto que a asma representa no sistema de saúde.

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