A invisibilidade de viver e conviver com HIV/AIDS em pessoas idosas

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O aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis e dos casos de HIV/AIDS na população idosa reflete uma prática sexual inadequada, com informações sobre a prevenção ainda fragilizadas, emergindo assim, um desafio para a efetivação de políticas públicas eficientes e eficazes que garantam medidas preventivas adequadas e melhoria na qualidade de vida. O reconhecimento das formas de prevenção e transmissão dessas doenças se faz necessário para a população idosa. Objetivou-se analisar como pessoas idosas vivem e convivem com o diagnóstico de HIV/AIDS, acompanhadas em um serviço de referência para doenças infecciosas, em uma cidade do interior cearense. Estudo descritivo com abordagem qualitativa. Realizado em um Centro de Referência Municipal para Doenças Infectocontagiosas em um município cearense. A coleta de dados foi concretizada entre os meses fevereiro, março, com pausa de abril a julho, devido à pandemia da Covid-19, e retomada de agosto, do ano de 2020. Depois de indexados, os critérios de inclusão e exclusão, a população do estudo foi composta por 25 idosos. Foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturada para a coleta dos dados. A análise dos dados da entrevista semiestruturada deu-se por meio da utilização do software IRAMUTEQ. Os resultados do estudo foram organizados por meio de quatro categorias temáticas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Dr. Leão Sampaio, com o parecer consubstanciado de n°: 3.752.277. Quanto a caracterização dos idosos participantes do estudo, viu-se que detinham de 55 a 74 anos; eram, predominantemente, do sexo masculino, aposentados, com baixa renda e escolaridade e tinham como outros diagnósticos crônicos, sendo a Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus os mais citados. Conforme a compreensão dos Seguimentos de Texto (ST), gerados pelo software IRaMuTeQ, foram constituídas quatro categorias, sendo estas: “O processo de descoberta do diagnóstico do HIV/AIDS em idosos”, composta pela classe 2; “Sentimentos, estigmas e preconceitos vivenciados por idosos com HIV/AIDS”, composta pelas classes 4 e 5; “Convívio social e familiar e conhecimento sobre HIV/AIDS” formada pelas classes 3 e 6; e por última, “Comportamento sexual de pessoas idosas vivendo e convivendo com HIV/AIDS” formada pela classe 2. Os idosos do estudo descobriram seu diagnóstico, principalmente, devido internação ou doença, e, nas mulheres pelo diagnóstico do companheiro. Em relação aos sentimentos vivenciados após o diagnóstico, foram relatados os de tristeza, medo, aproximação da morte, dificuldade de aceitação, dentre outros. A maioria dos idosos estudados referiu não ter dificuldade no convívio familiar e/ou social pela manutenção do segredo da sua condição sorológica mesmo para amigos e familiares, como também, constatou-se que existe uma deficiência em relação ao conhecimento sobre o HIV e AIDS, ressaltando sobre o tratamento medicamentoso e não medicamentoso. Quando analisada a mudança do comportamento sexual após o diagnóstico, a maioria associou ao medo, trauma, perda da libido ou mesmo mudança do próprio processo de envelhecimento. Assim, as pessoas idosas devem ser assistidas holisticamente, implementando o cuidado humanizado às condições crônicas, para a desmistificação de tabus, estigmas e preconceitos enraizados em relação a viver e conviver com o HIV e a AIDS.

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