Avaliação ultrassonográfica do colo uterino na predição do insucesso para a indução do parto vaginal

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Introdução: Nem sempre a indução do parto termina em parto vaginal, expondo tanto a mãe quanto o feto aos riscos inerentes ao procedimento de indução e mesmo a uma possível cesárea. A ultrassonografia transvaginal se mostrou interessante instrumento na predição da prematuridade e, neste estudo, utilizamos este instrumento na situação inversa: indução do parto no pós-datismo. Materiais e métodos: Avaliamos variáveis ultrassonográficas do colo uterino (comprimento, presença de afunilamento, dilatação do orifício interno do colo, eco glandular endocervical evidente ou não e alterações morfológicas do colo uterino à compressão fúndica uterina) antes do início da indução em gestantes com pós-datismo, na tentativa de encontrar um possível preditor de falha de indução. O índice de Bishop modificado também foi utilizado para fins de comparação. Três grupos de análise foram criados: indução bem-sucedida x malsucedida, parto vaginal x cesárea (exceto sofrimento fetal agudo) e parto vaginal x cesárea (inclusive sofrimento fetal agudo). Além disso, uma quarta avaliação que incluiu apenas primíparas também foi realizada. Resultados: Dentre todas as variáveis e suas combinações estudadas, o comprimento do colo uterino maior ou igual a 3,0 cm e o índice de Bishop modificado menor ou igual a dois foram os melhores preditores em todos os grupos analisados. Conclusão: Apesar da ultrassonografia endovaginal do colo uterino ser um bom exame para rastreamento de indução malsucedida, não deve ser usado para se indicar uma cesariana.

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