Conhecimento e atitudes de profissionais da estratégia de saúde da família sobre a rede de transplante de medula óssea
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O Transplante de Medula Óssea (TMO) necessita de doadores voluntários registrados no REDOME. As campanhas realizadas pelos centros de hematologias, bem como as transmitidas em veículos de comunicação potencializam os números de cadastros. No entanto, como ainda há uma fila de espera formada por pacientes que necessitam do transplante, e, também, há busca por doadores compatíveis com seus receptores, faz com que haja necessidade de um maior número de doadores cadastrados. Os profissionais da saúde, a partir dos seus conhecimentos sobre a rede de TMO, podem informar aos seus clientes sobre os procedimentos e também estimulá-los ao ato da doação. Assim, os objetivos da presente pesquisa foram: analisar o conhecimento e atitudes dos profissionais da saúde sobre a rede de transplantes de medula óssea; caracterizar o perfil sociodemográfico dos profissionais investigados; comparar o conhecimento dos profissionais em relação a idade e tempo de graduação. Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados nas Unidades Básicas de Saúde da Família do município de Juazeiro do Norte, entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016. Os participantes da pesquisa foram compostos por enfermeiros e médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF). Os questionários foram aplicados individualmente, em ambiente privado e cada participante levou em média cinco minutos para o preenchimento. Participaram da pesquisa 63 profissionais, sendo a maioria do sexo feminino (73%), enfermeiros (60,3%), jovens (mediana de 38 anos de idade), com mediana de 12 anos de graduação e média de 9,3 anos de atuação na ESF. Os profissionais responderam que sabiam o que é o REDOME (60,3%) e apenas 28,6% eram cadastrados como doadores de medula óssea. No entanto, não souberam localizar onde ficam armazenados os dados dos receptores (77,8%) e nem os centros que realizam TMO (60,3%). Há necessidade de fomentar o conhecimento dos profissionais, principalmente no que diz respeito aos aspectos relacionados à recepção e centros transplantadores, além de aumentar o número de cadastros de doação entre profissionais.
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