Associação entre fragilidade e violência doméstica em idosos brasileiros

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Introdução: A fragilidade se caracteriza como uma síndrome multidimensional que aumenta a vulnerabilidade no idoso, causando a diminuição das reservas fisiológicas e um aumento do declínio funcional, associado com inúmeras mudanças físicas, determinando ao idoso maiores riscos à sua saúde, incluindo a mortalidade, institucionalização, quedas e hospitalização, que podem ser influenciadas pelo meio em que o idoso vive. Objetivo: analisar a associação entre fragilidade e violência sofridas por idosos brasileiros. Metodologia: Estudo transversal realizado no ano de 2014, e nos meses de janeiro a junho de 2015, com 823 idosos atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município de Cajazeiras, localizado no alto sertão da Paraíba, nordeste do Brasil. Para a coleta de dados, foram utilizados dois instrumentos; o primeiro refere-se à secção M do Saúde, bem estar e envelhecimento/SABE, que trata da violência contra o idoso; para analisar a fragilidade em idosos, utilizamos o semiestruturado contendo os critérios de fragilidade propostos por Linda Fried e analisados no SPSS versão 21. Resultados: A prevalência de fragilidade foi de 23,8%, e está associada a maiores faixas etárias (70 a 90 anos) e em idosos que não frequentaram a escola (25,5%), e a principal característica de fragilidade encontrada entre os idosos foi a lentidão (71,7%). Os idosos frágeis em exaustão relataram violência psicológica, física ou financeira, porém estes resultados não foram estatisticamente significativos. Conclusão: A fragilidade nos idosos nordestinos está associada a faixas etárias mais elevadas e escolaridade. A prevalência de casos de violência, tanto no âmbito psicológico quanto no âmbito físico, refere-se aos idosos frágeis, conforme se observa nos dados apresentados em todas as tabelas. Isso serve de alerta para que a sociedade desperte quanto à observação e registro de qualquer tipo de violência contra o idoso, e as mídias têm que veicular mais exemplos de respeito às pessoas da terceira idade e divulgar mais formas de denúncia e identificação das vítimas, as quais sofrem calada

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